A torre-lanterna, no cruzeiro, foi construída
na segunda metade do séc. XVI, no tempo de D. Rodrigo Pinheiro.
O acentuado verticalismo da nave central, marcada
por grossos pilares fasciculados, com abóbadas e arcos
já levemente apontados, traduz-se numa sóbria imponência.
Todo o monumento passou por obras de restauro de grande vulto
durante os anos trinta.
A actual capela-mor, que substitui a antiga ábside
medieval, é do período maneirista (1610); apresenta
um cenográfico retábulo de talha dourada, do segundo
quartel do séc. XVIII, considerado um trecho capital do
barroco joanino. A decoração pictórica das
paredes é de Nasoni. Por cima dos cadeirais do cabido,
ficam dois órgãos de tubos; séc. XVII (esquerdo)
e séc. XIX (direito).
No transepto, lado esquerdo, está entronizada,
desde 1984, a imagem de Nossa Senhora da Vandoma (séc.
XIV), padroeira da cidade do Porto, "civitas Virginis".
Na capela do SS. Sacramento, destaca-se o célebre
"altar de prata" de enormes dimensões e executado
em sucessivas fases (desde 1632 até ao séc. XIX).
É considerado uma obra fundamental da ourivesaria portuguesa,
com vasta iconografia bíblica, centrada na Eucaristia.
O moderno lampadário tem o desenho de Teixeira Lopes.
No transepto, lado direito, está entronizada
a imagem de Nossa Senhora da Silva (séc. XV-XVI). A outra
capela barroca é dedicada a S. Pedro.
No coro alto foi instalado, em 1985, um grande
órgão de tubos, pela firma Georg Jann.
O importante claustro gótico foi começado
nos fins do séc. XIV. Apresenta sete grandes painéis
de azulejos (segundo quartel do séc. XVIII), com cenas
do "Cântico dos Cânticos", em referência
ao diálogo místico entre Deus e a Virgem, padroeira
da Catedral.
Evangelista, do séc. XIV, com a notável
arca tumular de João Gordo, Cavaleiro de Malta, com estátua
jacente e Ceia de Cristo.
Nos espaços adjacentes conservam-se capitéis
das primeiras construções da Sé.
O vizinho "claustro velho" integrava
outrora o chamado "cemitério do Bispo". Situam-se
aqui alguns elementos arqueológicos com interesse.
A capela de S. Vicente (fins do séc. XVI),
de sóbria arquitectura clássica, apresenta um notável
cadeiral, do séc. XVII, com cenas bíblicas, do Antigo
e Novo Testamento. Vários Bispos do Porto estão
aqui tumulados.
Uma escadaria nobre, de Nicolau Nasoni, concluída
em 1736, dá acesso ao pátio superior do claustro
gótico. Nos patamares destaque para a grande estante de
bronze (1616), com as armas de D. Gonçalo de Morais, e
para o antigo sino do relógio da cidade (1697, obra de
D. José Saldanha). No pátio, observa-se a vista
panorâmica e painéis de azulejos com cenas campestres
e mitológicas.