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Documentos - “A ALEGRIA DO EVANGELHO É A NOSSA MISSÃO”

4.ª semana do Advento: o homem dos sonhos

 

1. E, desta feita, a “anunciação” não se dirige a Maria, mas a José de quem se pode dizer: «Ei-lo, o homem dos sonhos», como disseram os filhos de Jacob a respeito do outro José (Gn 37,19). Mateus, que escreve para judeus convertidos à fé cristã, quer acentuar a ascendência davídica de Jesus, para O apresentar como o Messias prometido, o tal “rebento” esperado, que havia de brotar do tronco de Jessé, e, com esse fim, privilegia a figura de José, «o guarda do Redentor» (São João Paulo II, Redemptor Custos, n.º 1).

2. A sorte do mundo decide-se no interior de uma família: um pai, uma mãe, um filho, o nó da vida, o eixo do futuro. O que é decisivo – hoje como então – acontece dentro das relações, coração a coração, na coragem quotidiana de uma, de muitas, de infinitas criaturas enamoradas e generosas que sabem tomar consigo a vida de outros.

3. “José é o modelo de todo o crente, no qual a fé e os afetos se reforçam mutuamente. Herodes envia soldados, Deus manda um sonho. Um grão de sonho que caiu dentro das duras engrenagens da história, ao ponto de chegar a modificar o seu curso” (Ermes Ronchi).

 

4. E eis-nos no coração do texto inspirad0r desta caminhada, que tem precisamente o seu imaginário construído a partir do “sonho”. Como disse o Papa Francisco, e repetimo-lo aqui em vários segmentos:

“Raramente as Escrituras falam de São José e, quando o fazem, muitas vezes encontramo-lo a repousar, enquanto lhe é revelada em sonho a vontade de Deus. No texto do Evangelho, encontramos, não uma, mas duas vezes, José a repousar. Toda a mãe e todo o pai sonharam o seu filho durante nove meses. Sonharam como seria aquele filho… Não é possível uma família sem o sonho. Numa família, quando se perde a capacidade de sonhar, os filhos não crescem, o amor não cresce; a vida debilita-se e apaga-se”.

5. “Por isso, recomendo-vos que, ao fazer o exame de consciência, vos ponhais também esta pergunta: Hoje sonhei com o futuro dos meus filhos? Hoje sonhei com o amor do meu esposo, da minha esposa? Hoje sonhei com os meus pais, os meus avós que fizeram a vida avançar até mim? É muito importante sonhar. Antes de mais nada, numa família, sonhai. Não percais esta capacidade de sonhar”.

6. “E, na vida dos cônjuges, quantas dificuldades se resolvem, se conservarmos um espaço para o sonho, se nos detivermos a pensar no cônjuge e sonharmos com a bondade, com as coisas boas que tem. Por isso, é muito importante recuperar o amor através do sonho de cada dia. Nunca deixeis de ser namorados”!

7. “O repouso de José revelou-lhe a vontade de Deus. Neste momento de repouso no Senhor, pondo de lado os nossos numerosos deveres e atividades diárias, Deus fala-nos também a nós. O repouso, apesar de ser necessário para a saúde das nossas mentes e dos nossos corpos, com frequência é muito difícil de conciliar por causa das numerosas exigências que pesam sobre nós. Mas o repouso é essencial também para a nossa saúde espiritual, para podermos ouvir a voz de Deus e compreender aquilo que nos pede”.

8. “Queria ainda dizer-vos algo de pessoal. Amo muito São José, porque é um homem forte e silencioso. Na minha escrivaninha, tenho uma imagem de São José que dorme e, enquanto dorme, cuida da Igreja. Sim! Pode fazê-lo, como sabemos. E, quando tenho um problema, uma dificuldade, escrevo um bilhetinho e meto-o debaixo de São José, para que o sonhe. Este gesto significa: reza por este problema” (Papa Francisco, Discurso em Manila, 16.01.2015).

9. Inspirados pelo testemunho de São José e do Papa Francisco, rezemos e perguntemo-nos:

Que sonho, que problema, que desejo, que anseio

quero colocar esta semana na nossa árvore dos sonhos?

10. As dificuldades de José podem inspirar-nos a concretizar, esta semana, o apoio às famílias carenciadas, aos casais em crise…

Um texto inspirador

“«José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito». Um Deus que foge na noite! Porque é que o anjo ordena a fuga, sem garantir um futuro, sem marcar o caminho e a data do regresso? Porque Deus não salva do exílio, mas no exílio; não te evita o deserto mas é força dentro do deserto; não protege da noite, mas na noite.

Por três vezes José sonha. De cada vez um anúncio parcial, uma profecia breve. Todavia, para partir não pede que tudo esteja claro, não pede para ver todo o horizonte, mas apenas a luz que basta ao primeiro passo, apenas a força necessária para a primeira noite.

A José basta um Deus que entretece a sua respiração com a dos três fugitivos para saber que a viagem tem a casa por destino, ainda que passe pelo longínquo Egito; que é uma aventura de perigos, de caminhos, de refúgios e de sonhos, mas que há um fio condutor seguro na mão de Deus.

José representa todos os justos da terra, homens e mulheres que, tomando sobre si as vidas de outros, vivem o amor sem contar cansaços e medos; todos aqueles que sem publicidade e sem recompensa, em silêncio, fazem o que devem fazer; todos aqueles cujo papel supremo no mundo é proteger a vida com a própria vida. E assim o fazem: concretos e ao mesmo tempo sonhadores, desarmados mas no entanto mais fortes do que qualquer faraó”.

P. Ermes Ronchi © SNPC (trad.) | 27.12.2013 | http://www.snpcultura.org

 
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