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Iniciado no CCC o Curso Pastoral da Fragilidade PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Notícias - Notícias Secretariados

Mais de 100 pessoas, vindas de 16 das 22 vigararias da diocese do Porto, iniciaram no dia 14 de fevereiro, terça-feira, o Curso Pastoral da Fragilidade, promovido pelo Secretariado diocesano de Pastoral da Saúde e pelo Centro de Cultura Católica (CCC). Entre os participantes, na sua maioria leigos, contam-se também padres, diáconos e religiosas de três congregações.

 

A primeira sessão do curso contou com a presença de D. António Augusto Azevedo, bispo auxiliar que acompanha mais de perto os trabalhos do secretariado. Numa breve intervenção, saudou os participantes e sublinhou a importância de que se reveste esta iniciativa para a vida da diocese. D. António Augusto manifestou a alegria por ver que um tão grande número de cristãos aderiu a este curso, centrado na fragilidade humana como desafio pastoral. O bispo apresentou o bom samaritano como modelo para aqueles que se fazem próximos de quem sofre e sublinhou que, para esta tarefa, não basta fazer o bem, é preciso fazer bem o bem.

O P. Adélio Abreu, diretor do Centro de Cultura Católica, saudou também os presentes e recordou o longo caminho de cooperação entre o Centro de Cultura Católica e o Secretariado de Pastoral da Saúde, concretizada na realização de várias ofertas formativas ao longo dos anos. Formulou votos de que o curso corresponda às expectativas dos participantes e decorra de modo frutuoso para quem nele se inscreveu.

A primeira aula esteve a cargo do P. José Nuno, assistente do Secretariado diocesano de Pastoral da saúde, que fez a ponte entre o lema diocesano – «Com Maria, renovai-vos nas fontes da alegria» – e o tema do curso. Considerando que a fragilidade é uma realidade comum a todos, afirmou que aqueles que vivem situações de doença, deficiência ou velhice são, pelo seu testemunho de confiança, a vanguarda profética da igreja. São profetas pela sua persistência em viver, porque denunciam a ilusão de omnipotência do homem contemporâneo e porque manifestam a todos a verdade da sua própria condição frágil, numa sociedade que tende, como insiste o Papa Francisco, para a indiferença ou para o descarte dos mais vulneráveis, como se verifica em Portugal no debate sobre a eutanásia, que pressupõe que haja vidas sem qualidade ou dignidade.

 

Critério de avaliação da qualidade evangélica

Para o P. José Nuno, são os que vivem estas e outras situações em que a fragilidade se mostra, que salvaguardam a Igreja na fidelidade ao seu Senhor, porque chamam a comunidade e cada um dos seus organismos e dos seus membros a não esquecer o seu Senhor, que ao encarnar assumiu a fragilidade humana e se mostrou sempre próximo dos mais atingidos pelo sofrimento. O preletor afirmou mesmo que o cuidado pelos que experimentam a fragilidade é o grande critério para avaliar a qualidade evangélica da vida cristã de uma comunidade. Com efeito, sublinhou, estas correm permanentemente o risco de se deixarem contaminar pelos valores e pelas práticas dominantes na sociedade, ignorando ou escondendo os que já vivem a fragilidade como limite doloroso e possibilidade de exclusão.

O assistente da pastoral da saúde da diocese concluiu com um apelo a que os participantes deste curso se tornem, nas paróquias, hospitais e outras instituições de que provêm, agentes de uma verdadeira pastoral da fragilidade. Pediu-lhes que progridam na formação e na aquisição de competências para virem a garantir que as comunidades oferecem aos seus filhos mais fragilizados a experiência de serem seus membros de pleno direito, comunidades que os integram e chamam a dar tudo o que podem à vida comunitária, colocando-os no seu centro e não de lado e fomentando dinamismos de encontro intergeracional.

O curso, que decorrerá até junho, procurará identificar e caracterizar diversas experiências da fragilidade humana e capacitar os participantes para o acompanhamento pastoral daqueles que as vivem. É o primeiro que assume nesta perspetiva ampla o estatuto e a missão de quem sofre na comunidade cristã e os deveres desta para com estes seus membros.

 

Voz Portucalense - 23 de Fevereiro

 
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