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Homilia na Vigília Pascal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2017

1.Esta é a mais bela e a mais solene vigília da liturgia da Igreja. Guiados pela Palavra de Deus, que serenamente escutamos na celebração desta noite, fazemos memória do longo trajecto da Humanidade desde a criação até à sua plenitude na ressurreição de Cristo.

Viemos a esta vigília da noite para saborear a alegria pascal em talhas cheias durante a caminhada pastoral da nossa diocese ao longo de toda a quaresma. Maria, Mãe de Jesus, conduz-nos hoje às fontes da alegria, como outrora em Caná da Galileia! Com este mesmo lema prosseguiremos esta caminhada no tempo pascal até ao Pentecostes.

A ressurreição de Jesus que esta vigília pascal anuncia e proclama é o triunfo pleno e definitivo da vida sobre a morte. A ressurreição convida-nos à ingente tarefa humana de recebermos a vida como um dom de Deus que a morte não vence, não destrói nem elimina.

 

Neste tempo de debates académicos, de discursos existenciais e de propostas legislativas em torno da eutanásia cumpre-nos, à luz da mensagem de Jesus e da certeza da ressurreição, valorizar a vida como um dom e não apenas como um direito; ver a velhice como uma bênção de ternura e de sabedoria; descobrir a família como escola onde se acolhe e educa para a vida; compreender a dimensão redentora do sofrimento e da cruz e sentir que somos todos chamados nas situações mais frágeis e delicadas, e dolorosas a assumir como desafio comum e como nobre tarefa cuidarmos de nós e cuidarmos dos outros até ao fim, porque a morte nunca pode ter a última palavra.

Deste modo, celebrar a ressurreição de Jesus à luz da fé cristã implica estar de coração livre e disponível para contribuir para organizar um mundo capaz de acolher a vida com dignidade e velar com desvelo permanente dos que sofrem aliviando com cuidados paliativos as suas dores de alma e de corpo sem apressar ou precipitar a morte.

A ressurreição é um grito de esperança que levará sempre os que acreditam no valor sagrado da vida a defender uma cultura de vida. A nossa sociedade está em condições de tudo fazer para garantir dignidade à vida e oferecer espaço a tudo o que é humano. Só servindo a vida em todos os momentos e circunstâncias se pode desenhar e se deve decidir o futuro da Humanidade.

Jesus Cristo, ao ser elevado na cruz e ao vencer para sempre o desígnio da morte atraiu a Si a nossa humanidade e todo o universo. A fé cristã brota desta certeza inconfundível e enraíza-se neste solo inabalável. Vamos buscar à Páscoa a força para o sonho de viver e a graça para a coragem de acreditar na vida. Aí nascem as fontes da nossa alegria. Aí têm raízes as razões da nossa esperança cristã.

 

2. A Páscoa mantém-nos igualmente próximos de quem não crê em Deus e na ressurreição de Cristo, como aconteceu no tempo de Jesus, e faz-nos irmãos em humanidade de quem escolheu outros caminhos neste mundo que continua com seriedade intelectual e retidão moral a procurar a verdade, o amor, a beleza, o bem e a vida, valores que para nós cristãos nos são dados na Páscoa, como frutos abundantes desta árvore fecunda da cruz redentora de Cristo.

 

3. Temos a alegria de celebrar nesta solene vigília pascal o baptismo de dois jovens apresentados pelo Centro Catecumenal das Vigararias da nossa cidade: o Pedro e a Ana. Saúdo-vos com particular afecto em nome de toda a Igreja, que vos acolhe com imensa alegria.

Pelo baptismo ides identificar-vos com Cristo, vivo e ressuscitado, que já conheceis e amais. O baptismo dará novo sentido à vossa vida e iluminará diariamente de graça e de bênção o vosso caminho. Recebereis da Igreja a certeza do amor divino. Nela encontrareis a alegria do Evangelho. Aqui sentireis sempre o acolhimento de irmãos para vos ajudar a crescer na fé e a ser felizes.

A Igreja do Porto é também agora a vossa pátria. Aqui ides continuar a crescer na fidelidade a Deus, na vida da comunidade cristã e no compromisso apostólico. A nossa fé é também a vossa fé. Sois nossos irmãos em Cristo e membros desta comunidade diocesana.

Estão connosco, também, os membros da primeira comunidade da cidade de Espinho do Caminho Neocatecumenal na nossa diocese que vão renovar hoje na vigília pascal, como é norma sua, as promessas baptismais. Eles estão fortalecidos pela longa caminhada catecumenal já feita e estão decididos a serem cristãos conscientes e empenhados na vida da sua paróquia e na comunhão da Igreja diocesana. Sede bem vindos!

 

4. Juntamente com os meus irmãos bispos e a partir destes novos membros da nossa Comunidade diocesana, quero saudar todos os queridos diocesanos desta amada Igreja do Porto: Cabido portucalense, Seminários, Instituições e Autoridades locais; sacerdotes, diáconos, consagrados, seminaristas e leigos, A todos desejar uma santa Páscoa.

Estendo esta saudação a todos quantos se acolhem neste amplo e belo espaço geográfico da nossa diocese ou visitam o Porto neste tempo de encontro com as suas famílias ou de descanso vivido entre a beleza da nossa terra e o acolhimento afável e cordial das nossas gentes.

Saúdo com acrescido afeto, os que mais sofrem perturbados pelas provações da vida ou feridos pelas dificuldades próprias de quem não tem pão nem casa nem trabalho ou aqueles que se encontram privados de liberdade, de esperança ou de paz.

Lembro nesta hora de oração e de esperança na vida do Ressuscitado, com renovada presença e sentida comunhão, as oito vítimas da explosão numa fábrica de pirotecnia em Lamego, seis delas com raízes e família na nossa diocese, e tantas pessoas caídas às mãos do terror e da guerra em tantas terras do mundo e comunidades cristãs.

Lembro, hoje, com particular dor e sentida comunhão os cristãos egípcios coptas mortos no interior das suas igrejas atacadas no passado Domingo de Ramos, no primeiro dia da semana central do mundo cristão, e mais de uma centena de habitantes de Alepo mortos hoje num criminoso atentado suicida.

Para eles e para as suas famílias, a Páscoa só terá sentido se à certeza da ressurreição de Cristo juntarmos o amor perene e presente dos cristãos e a solicitude solidária e pacífica das nossas comunidades que oferecem a vida nova do Ressuscitado e o conforto fraterno da comunhão onde  tanta gente semeia a dor, o ódio e a morte.

 

5. Que a Senhora da Páscoa, Mãe de Cristo e Mãe da Igreja, nos ilumine neste caminho sinodal que percrremos, guie os nossos passos na paixão pela missão e nos conduza sempre às fontes da alegria pascal.

 

Uma santa e feliz Páscoa. Aleluia! Aleluia!

 

Porto, Igreja Catedral, 15 de abril de 2017.

António, Bispo do Porto

 

 

 

 

 

 

 

 

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