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Homilia no Dia Diocesano da Família PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2017

 

1.Saúdo-vos, irmãos e irmãs, vindos de toda a diocese para celebrarmos o Dia Diocesano da Família, sob o lema: Matrimónio, um caminho de alegria.

Celebramos, neste domingo da Santíssima Trindade o amor de Deus, uno e trino, espelhado no amor abençoado das famílias da nossa diocese.

Saúdo com particular alegria os que neste ano celebraram já ou vão celebrar o matrimónio e aqueles que vivem hoje aqui o jubileu dos 10, 25, 50 e 60 anos de matrimónio. Permiti-me que saúde com especial afeto a família da D. Lídia e do senhor Armando, de Guetim, Espinho. Eles celebram este ano 75 anos de matrimónio. O seu filho mais velho celebra 50 anos de matrimónio e o seu primeiro neto 25. Parabéns e que Deus vos abençoe!

 

São 1281 os casais inscritos e aqui reunidos em jubileu. Sede bem-vindos. Estais acompanhados pelos vossos filhos, netos e bisnetos e demais familiares. Acompanham-vos os vossos párocos e comunidades, sobretudo todos quantos trabalham, a partir e em comunhão com o Secretariado diocesano, sempre tão ativo, empenhado e dinâmico, ao nível das comunidades e vigararias, na Pastoral Familiar na nossa diocese.

2. Queridas Famílias:

Digo-vos com o Papa Francisco na Exortação Apostólica Amoris Letitiae: “A alegria do amor que se vive nas (vossas) famílias é também o júbilo da Igreja” (AL 1), o júbilo da Igreja do Porto, para quem “o anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia” (AL 1).

Parafraseando a Exortação Apostólica do Papa Francisco, quero lembrar-vos que o vosso caminho de vida em família se «revestiu de grande beleza e proporcionou muita luz« (AL 4) aos vossos filhos, netos e bisnetos e a todos quantos caminharam convosco no decurso deste tempo.

A vossa presença aqui convida-nos a entrarmos convosco no «limiar da vossa casa serena, com a vossa família sentada à mesa em dia de festa» (AL 9), onde os vossos filhos são como «rebentos de oliveira» (Sal 128, 3). Sabemos também que não vos faltaram canseiras e dores durante este tempo mais longo ou mais breve, que fizeram tantas vezes da vida das vossas famílias «rasto de sofrimento e de sangue» (Job 19, 13).

Tantos de vós sabem o que significa ser família modesta e emigrada como a família onde nasceu Jesus diariamente é chamada a viver do fruto do seu trabalho.

Mas estais aqui hoje, porque, como nos diz o Papa Francisco, sois família «onde não falta a ternura do abraço» (AL 28), tecido da suavidade do amor ou dado com a força do perdão que o Sim outrora dito entre vós no dia do vosso matrimónio diariamente renova.

Convido-vos a lerdes a vossa vida à luz deste abraço de Deus que envolve e cobre a vossa família com o manto de luz do Seu amor infinito.

Foi a esta mesma luz do amor infinito e inesgotável de Deus pelas famílias que o Papa Francisco escreveu a Exortação Apostólica sobre a Alegria do Amor. Senti-vos, queridas famílias, abraçadas por este amor divino e vivei sempre de «olhar fixo em Jesus» (cap.III). Dai vida ao vosso amor que «se torna fecundo» (cap. V) na vida de Deus recebida e por vós transmitida. Reforçai com a vossa vida feita de exemplo, de trabalho e de esforço «a educação dos vossos filhos» (cap. VII). Olhai com o olhar de Deus «a realidade e os desafios da família» (cap. II). Intensificai progressivamente «a espiritualidade conjugal e familiar» (cap. IX). Sede junto dos casais em rutura ou em provação presença viva e compassiva de uma Igreja de rosto terno e de coração materno, que nunca se cansa nem teme dedicar-se a «acompanhar, discernir e integrar a fragilidade» (cap. VIII). Não esqueçais que esta fragilidade é hoje vivida com frequência e provação em muitas famílias, que são famílias nossas também. Iluminai, por fim, com a luz do vosso amor este mundo onde “o desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens e isto incentiva a Igreja” (AL 1).

3. Somos convidados neste domingo da Santíssima Trindade a caminhar e a entrar no mistério do amor de Deus, a dialogar com Deus, como fez Moisés no Sinai e como fez Nicodemos com Jesus (cf. Ex 34, 4-9 e Jo 3, 16-18).

Ajuda-nos neste mesmo sentido a oportuna referência do Papa Francisco na Exortação Apostólica ao mistério da Trindade: “ Com o olhar feito de fé e de amor, de graça e de compromisso, de família humana e de Trindade divina, contemplamos a família que a Palavra de Deus confia nas mãos do marido, da esposa e dos filhos, para que formem uma comunhão de pessoas que seja imagem da união entre o Pai, o Filho e o Espirito Santo. Por sua vez, a actividade geradora e educativa é obra criadora do Pai. A família é chamada a compartilhar a oração diária, a leitura da palavra de deus e a comunhão eucarística, para fazer crescer o amor e tornar-se cada vez mais um templo onde habita o Espírito” (AL 29).

A vossa presença tão numerosa e o vosso testemunho tão feliz dizem-nos a centralidade essencial da família na sociedade e na Igreja. A família que vós sois é berço de vida e é escola de comunhão. Só a família é capaz de nos preparar para vencer o individualismo que asfixia e mata, cultiva ódios, envenena as relações saudáveis e corrompe os sonhos de uma humanidade feliz. A família educa-nos para vivermos em comunidade e para construirmos comunhão.

A família é uma pequenina igreja doméstica e um verdadeiro santuário de amor onde se vive, lê, aprende, ensina e transmite o Evangelho da vida. É memória abençoada de gerações e gerações que transportam no solo e no sangue, no nome e na alma os valores que vos moldam e que fazem de vós mensageiros felizes da alegria do Evangelho.

A família é horizonte de futuro que diariamente abre caminho ao amanhã, continuado e perpetuado nos vossos filhos ou naqueles a quem os casais sem filhos se dão por inteiro numa entrega sem limites e numa generosidade sem fronteiras.

O filósofo norte-americano Herbert Marcuse afirmava «que só merecem a esperança, os que caminham». Acreditamos, assim, que o «matrimónio é um caminho de alegria», porque quem caminha com alegria e firmeza, com fidelidade e perseverança tocará o horizonte da felicidade que o amor infinito, paciente e fiel de Deus lhe oferece

4. Maria, a Mãe de Jesus, ajuda-vos, ampara-vos e guia-vos neste caminho. Neste ano centenário das Aparições de Fátima, ouvimos ecoar no silêncio orante da multidão na Cova da Iria  a palavra do Papa Francisco: Temos Mãe! Temos Mãe!

Confio-vos, queridas famílias, à protecção desta Mãe, para que sejais, «no mundo sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor” ( Fátima, Homilia do Papa Francisco, 13.5.2017).

Rezamos e trabalhamos para que este seja o rosto jovem e belo desta amada Igreja do Porto. Este dia é disso já um belo sinal e cumpre este sonho ao trazer a Matosinhos, cuja vigararia viveu este ano a bênção da Visita Pastoral, famílias vindas de toda a diocese.

Matosinhos nunca mais esquecerá este momento único e a mensagem aqui gravada para sempre. Daqui partiremos todos, enviados em missão com as palavras do Papa Francisco: “Avancemos, família; continuemos a caminhar! Aquilo que se nos promete é sempre mais. Não percamos a esperança por causa dos nossos limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida (AL 325).

5. Queridas Famílias:

Obrigado por terdes vindo. O Senhor vos abençoe! Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, Senhora de Belém, de Nazaré e de Caná, acompanhar-vos-á e estará convosco também através da oração e da gratidão de toda a Igreja do Porto. Hoje e sempre!

Matosinhos, 11 de junho de 2017

António, Bispo de Porto

 
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