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Nota Pastoral - Júbilo e Gratidão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Notas Pastorais

Celebramos hoje, dia 29 de junho de 2017, 50 anos de ordenação episcopal do senhor D. Manuel da Silva Vieira Pinto, Arcebispo Emérito de Nampula, Moçambique. Damos graças a Deus. Com júbilo e com gratidão.

O senhor D. Manuel Vieira Pinto nasceu no dia 9 de Dezembro de 1923, em Aboim, Amarante, nesta diocese do Porto. Frequentou os Seminários diocesanos do Porto e foi ordenado presbítero na Catedral do Porto por D. Agostinho de Jesus e Sousa, Bispo do porto, a 7 de Agosto de 1949.

Iniciou o seu ministério pastoral como Coadjutor da paróquia de Campanhã e Assistente de vários organismos da Ação Católica. Em 1955 foi nomeado Diretor Espiritual do Seminário Diocesano de Nossa Senhora do Rosário de Vilar.

Depois de algum tempo passado em Roma, ao longo do ano de 1960, para conhecer o Movimento do Mundo Melhor, o senhor D. Manuel Vieira Pinto regressou ao Porto e foi nomeado Responsável Nacional deste Movimento apostólico em Portugal.

Foi nesta missão reconhecida e admirada por toda a Igreja que Paulo VI o chamou a 27 de abril de 1967 para ser Bispo de Nampula, em Moçambique. Foi ordenado na Igreja da Trindade, no Porto, a 29 de Junho de 1967, por D. Maximiliano Furstemberg, Núncio Apostólico em Portugal, tendo sido co ordenantes D. Florentino de Andrade e Silva, Administrador Apostólico do Porto, e D. Manuel Maria Ferreira da Silva, Arcebispo de Cízico e presidente das Obras Missionárias pontifícias em Portugal.

Ao partir para a sua nova missão deixava gravados no coração dos portuenses e em Portugal o seu ardor apostólico e o seu entusiasmo evangelizador como mensageiro eloquente da Palavra de Deus e sonhador realista de um Mundo Melhor. São conhecidas e referidas as muitas vezes em que o Palácio de Cristal se enchia de leigos comprometidos na missão da Igreja e de homens, mulheres e jovens de boa vontade que ali acorriam para o ouvir.

Iniciou o seu ministério episcopal em Nampula a 24 de setembro desse mesmo ano. São célebres as suas Cartas Pastorais e as suas intervenções na defesa dos direitos das populações da sua diocese. “Repensar a Guerra”, de janeiro de 1974, e “Imperativo de Consciência”, de 12 de fevereiro de 1974, constituíram documentos determinantes do seu magistério, que lhe valeram a expulsão de Moçambique a 14 de abril do mesmo ano.

Regressou à diocese de Nampula em janeiro de 1975, já no tempo do processo de independência de Moçambique, e aí continuou a sua missão pastoral marcada pela generosidade de uma vida inteira dada a Deus e pela audácia profética de uma entrega inesgotável ao serviço do Povo que Deus lhe confiou.

Em Moçambique, desenvolveu o seu ministério episcopal em períodos distintos marcados primeiramente pela guerra colonial, depois pelo entusiasmo libertador da independência a que se seguiu o tempo doloroso de uma longa guerra fratricida entre moçambicanos.

D. Manuel Vieira Pinto esteve sempre do lado das pessoas, da sua dignidade, dos seus valores mais genuínos e da sua luta pela liberdade, pela democracia e pela paz em terra de gentes de bem que têm direito a ser felizes. Sempre entendeu que a missão da Igreja e o fruto do anúncio da Boa Nova de Jesus consistem em concretizar desse sonho de Deus para o Seu povo.

Aquando da reorganização eclesiástica de Moçambique com a criação de novas Dioceses e com a elevação das dioceses da Beira e de Nampula a arquidioceses, D. Manuel foi nomeado Arcebispo de Nampula, em 4 de Junho de 1984, tendo vindo a resignar em 18 de Janeiro de 1998.

Regressou a Portugal em 16 de novembro de 2000. Residiu primeiramente com a sua família, em Aboim, Amarante, e atualmente vive na Casa Sacerdotal do Porto.

A fragilidade da sua saúde já não lhe permite ter plena percepção da alegria do jubileu que hoje celebramos. Queremos que a Eucaristia que com ele e com todos quantos ali residem e trabalham hoje vamos celebrar proclame um hino de louvor a Deus pelas maravilhas divinas realizadas na sua vida e ministério. Queremos igualmente envolver o senhor D. Manuel do carinho do nosso afeto e da gratidão sem fronteiras da Igreja do Porto, de Portugal e de Moçambique.

O Senhor D. Manuel sente e sabe que estamos diariamente com ele na presença fraterna, nos cuidados e desvelos de todas as horas, na alegria de o ter connosco, na oração com ele e por ele, e na vontade constante de a ele recorrermos para aprendermos na escola da sua vida e do seu ministério a lucidez, a generosidade, a paixão pela missão e a ousadia profética de um serviço ao Evangelho insculturado no tempo e situado no espaço.

Às vezes preocupo-me quando penso que lhe falta a proximidade dos rostos, das cores e da cultura do Povo moçambicano, que ele serviu e amou mas tranquilizo-me ao saber que esse Povo nunca o esquecerá.

Sugeri ao seu Pároco e à Comunidade cristã da sua terra natal, que no berço onde nasceu, no baptistério, onde ingressou na família cristã e no altar da mesma igreja onde celebrou a primeira Missa a 15 de Agosto de 1949 se faça memória jubilar deste dia da sua ordenação episcopal.

Estendo a todos as dioceses de Portugal, que ele percorreu em cursos e pregações promovidos pelo Movimento do Mundo Melhor, e à arquidiocese de Nampula e suas dioceses sufragâneas o sentido deste jubileu. É de júbilo e de gratidão esta hora não apenas por ser rara mas sobretudo por conter uma vida cheia de encanto e de doação a Deus e à Igreja para que o Mundo seja Melhor.

 

Porto, 29 de junho de 2017

António, Bispo do Porto

 

 

 

 

 

 

 

 

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