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Homilia na Dedicação da Igreja de Vila Verde e Homenagem a D. João Miranda PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2017

1.Exultemos de alegria no Senhor, ao celebrar a Eucaristia nesta Igreja de S. Mamede de Vila Verde, como desde 1220, a primeira data conhecida, tantas vezes o fizeram os nossos antepassados.

A família cristã desta Comunidade e com ela toda a Vigararia de Felgueiras e a Igreja do Porto por inteiro estão em festa. Vemos agora restaurada esta Igreja românica, bela, sóbria e digna. Saúdo e agradeço a quantos deram voz e resposta ao desejo de todos nós para que esta jóia do românico, valor maior do património religioso da nossa terra, fosse recuperada e devolvida à sua missão primeira, como templo sagrado para o serviço da Comunidade.

Junta-se a esta alegria uma outra razão do nosso júbilo: queremos saudar e felicitar o senhor D. João Miranda Teixeira, Bispo Auxiliar Emérito do Porto, que aqui nasceu no dia 1 de dezembro de 1935, e que hoje é oficialmente homenageado pela Câmara Municipal de Felgueiras, que lhe atribui a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, e o declara Cidadão Honorário do Município.

 

Queremos celebrar com fé, alegria e profunda gratidão este dia e sabemos que a melhor prenda que damos ao senhor D. João e à sua Comunidade de origem, de fé e de afeto, nesta terra onde nasceu e onde repousam os seus Pais e antepassados, é devolvermos ao culto esta igreja requalificada. Este era seu desejo, agora cumprido, e um dos seus sonhos, hoje realizado.

A alegria do senhor D. João Miranda é hoje o júbilo de toda a Igreja do Porto. Felicito-o pela justa e merecida homenagem que lhe é prestada. Imploro de Deus bênção e saúde para continuar a servir com igual dedicação esta Igreja, onde teve o seu berço e Deus lhe confiou o horizonte de missão. A sua vida, ancorada na autenticidade, moldada pela simplicidade e trabalhada pela generosidade é um exemplo e uma bênção para todos nós. Agradeço-lhe a amizade e a comunhão, sempre testemunhadas, que fazem de si um irmão dedicado e um cireneu constante.

Dedicamos de novo a Deus esta igreja, que o tempo deliu, e o seu altar e confiamos com ânimo renovado a S. Mamede, nosso padroeiro e patrono deste templo, a Comunidade de Vila Verde, para que nele encontre sempre bênção e protecção.

2. Reunimo-nos, assim, para celebrar a Eucaristia nesta igreja renovada, dando graças a Deus por todos os sacerdotes que ao longo do tempo convocaram e reuniram a Comunidade cristã à volta do altar da Eucaristia. Não basta haver templo e altar para que haja Eucaristia! São necessários sacerdotes. Tem acrescido sentido, por isso, associarmos a bênção deste templo renovado à homenagem ao senhor D. João Miranda Teixeira, que aqui nasceu e aqui foi chamado a seguir o Mestre como seu discípulo e seu sacerdote.

A minha palavra vai, assim, em comunhão com os irmãos bispos D. João Miranda, D. António Taipa, D. Pio Alves e D. António Augusto, aqui presentes, para o Padre Benjamim Monteiro Mesquita, Vigário de Felgueiras, para o Padre Joaquim Pinto Carneiro da Costa, nosso Pároco, e para todos os sacerdotes desta Vigararia. Em vós, irmãos sacerdotes, saúdo, louvo e agradeço a Deus todo o Presbitério do Porto. Permito-me evocar a memória abençoada do Padre Joaquim Sousa Oliveira, do Padre Alexandre Carvalho e do Padre Américo que já partiram ao encontro de Deus e tanto desejaram ver esta obra requalificada e esta igreja restaurada.

A soleira da porta de entrada deste templo feita de granito sólido, já gasto, tem as marcas dos pés e os traços impressos pelos exemplares testemunhos de vida dos sacerdotes que nos antecederam e dos leigos cristãos, vossos pais e avós, que aqui entraram e rezaram ao longo dos séculos. Também estes sinais fazem, hoje, ainda mais sagrado este templo.

3. Esta Igreja não seria possível sem a determinação conjunta e a colaboração concertada da Diocese, da Câmara Municipal de Felgueiras, da Rota do Românico do Vale do Sousa e da Comunidade de Vila Verde. Agradeço ao senhor D. Pio Alves Presidente da Comissão Diocesana de Infraestrutras e Património, ao Dr. Inácio Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal e à Dr.a Maria do Rosário Machado, Diretora da Rota do Românico do Vale do Sousa, que acompanharam de muito perto este processo de requalificação da igreja e de valorização do melhor património da nossa terra.

Aqui adoramos Deus, celebramos os mistérios sagrados da nossa fé e deste belo espaço envolvente contemplamos o horizonte deste vale verde e fértil.

Saúdo e agradeço, assim, este modelar empenhamento de todos. No rosto e na alma de todos leio o amor de Deus pelo Seu Povo. Obrigado, irmãos, porque esta igreja renovada é bênção de Deus para todos nós e a Vós se deve!

Este templo medieval, situado no lugar de S. Mamede e inserido no padroado do Mosteiro do Pombeiro, ao conservar de modo exemplar, apesar das alterações do tempo, a traça das linhas de grande singularidade pelo seu aspecto primitivo e quanto foi ainda possível recuperar dos belíssimos frescos das paredes interiores, guardará também para o futuro este marco histórico da vontade conjunta de pessoas e instituições que decidiu e concretizou a sua imperiosa requalificação e o seu condigno restauro.

4.A Palavra de Deus deste dia convida-nos a exultar de alegria pela presença de tantos sinais de júbilo que Deus oferece ao seu Povo reunido logo de madrugada, como nos refere a primeira leitura, para celebrar a dedicação do altar novo que tinham edificado para Deus (cf. 1 Mac 4, 52-59).

Também nós hoje cantamos como outrora em Israel: “Alegrei-me quando me disseram: «Vamos com alegria para a casa do Senhor» (Sal 121, 1-2).

A alegria do Povo de Israel é uma alegria fundada em Deus. Deus está presente no meio do Seu povo, significado no templo e no altar erguido para o sacrifício. Assim a Assembleia de Israel decide que todos os anos se recorde e celebre este dia e esta dedicação do altar.

Mas a alegria a que Deus nos chama é bem maior ainda quando, como S. Paulo nos afirma, compreendemos que somos nós os verdadeiros templos do Senhor e que o nosso alicerce não pode ser outro senão Jesus Cristo. Digamos também nós uns aos outros: “O templo de Deus é santo e vós sois esse templo” (cf. 1 Cor 3, 9-17).

A Igreja, feita de pedras vivas que é a Comunidade dos crentes, reúne-se e congrega-se nos templos como este que agora inauguramos. Templos belos e dignos, como o exige o louvor de Deus e merece a presença da comunidade dos cristãos!

Daqui, dos templos erguidos para Deus e para a Comunidade somos enviados a prolongar este mesmo louvor na família, no trabalho, no convívio humano, em todo o lugar e sempre, aprendendo a adorar a Deus em espírito e verdade como nos diz Jesus no texto do Evangelho de hoje (cf. Jo 4, 19-24).

5. Convido-vos, assim, irmãos e irmãs, a trabalharmos para edificar agora em cada dia que passa o templo de pedras vias que é a Igreja de Jesus nesta acolhedora terra de Vila Verde.

 

Igreja de S. Mamede de Vila Verde, Felgueiras, 12 de agosto de 2017

António, Bispo do Porto

 
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