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Homilia - Virgem Maria, Mãe da Santa Esperança PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2017

Virgem Maria, Mãe da Santa Esperança

No 30º dia da morte do Senhor D. António Francisco dos Santos

1. O dia 11 de outubro, trigésimo dia da morte do Senhor D. António Francisco, coincide, liturgicamente, com a memória de S. João XXIII e, na cidade do Porto, com a solenidade de Nossa Senhora de Vandoma. Falando humanamente (muito humanamente!), o Senhor D. António estará feliz com esta dupla coincidência.

Nos seus tempos de jovem estudante de Teologia conviveu com o ar fresco que trouxe à Igreja o Bom Papa João. Sintonizou com a sua espontânea bondade e gastou a sua vida – seminarista, sacerdote, bispo – percorrendo os caminhos abertos pelo Concílio Vaticano II.

A Virgem Maria – de Vandoma, da Assunção, dos Remédios, de Fátima – alimentou o seu mundo de afetos. Porque é Mãe de Jesus Cristo: Mãe de Deus. Porque é a outra Mãe que amplia, de modo inefável, os laços que o prendiam, de modo singular, à mãe que o deu à luz. As conhecidas circunstâncias familiares e pessoais potenciaram esta espécie de sobreposição maternal.

Em Fátima, no passado dia 13 de maio, escutou, seguramente com particular emoção, o grito do Santo Padre: “Temos Mãe! Temos Mãe!”. Sim, Senhor D. António, agora sabe, com a certeza da visão e do amor, que temos Mãe. Nós, por cá, continuamos a caminhar à luz da fé e movidos pela esperança. Escolhemos, por isso, para a celebração do seu trigésimo dia, a Missa da “Virgem Maria, Mãe da Santa Esperança”.

2. O texto do Livro de Ben Sirá (24, 14-16. 24-31), da primeira leitura, procurou as palavras mais belas e as comparações mais reconfortantes para falar da Sabedoria: que não deixará “de existir por toda a eternidade”; e os que a “tornarem conhecida terão a vida eterna”. Não é ousadia desmedida que a Liturgia da Igreja tenha transposto este texto para o apropriar a Nossa Senhora.

Com as inevitáveis limitações de toda a linguagem humana, Maria, pela sua irrepetível fidelidade aos desígnios de Deus, abre-nos as portas da esperança: no fim de um caminho para uma eternidade feliz.

É assim que se nos mostra, entre outros, no episódio das Bodas de Caná (Jo 2, 1-11). De um modo discreto, sem palavras a mais, resume a dimensão missionária e materna da sua condição de discípula: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E fizeram.

O milagre resulta da convergência: de uma mediação (da Virgem Maria); de uma dócil, generosa e efetiva obediência (dos serventes); da ação de Deus. Um milagre que, como é óbvio, tem as marcas de Deus: a sobreabundância, a qualidade, a surpresa, a felicidade.

Os figurantes do relato do milagre abrem espaço a diversificadas oportunidades de aprendizagem e crescimento. Podemos inscrever-nos, por exemplo, no grupo dos serventes. E aprenderemos: a perguntar menos e a fazer mais; a levar ao limite a nossa cooperação, enchendo até acima as talhas de pedra; a não nos autoatribuirmos a condição de senhores dos milagres; a cultivarmos a alegria e a gratidão pelos resultados visíveis dos dons de Deus nas vidas do próximo mais próximo. E tudo isto levando à prática a discreta insinuação de Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Muito do que há para fazer, e dos seus modos, está condensado nessa espécie de testamento espiritual transcrito no verso da memória do falecimento do Senhor D. António: “Igreja do Porto: Vive esta hora, que te chama, guiada pelas mãos de Maria, a ir ao encontro de Cristo e a partir de Cristo a anunciar com renovado vigor e acrescido encanto a beleza da fé e a alegria do Evangelho. Viver em Igreja esta paixão evangelizadora é a nossa missão. A vossa e a minha missão!”.

3. Não é este o lugar nem o momento para traçar perfis biográficos. Mas não é difícil descobrir na vida do Senhor D. António Francisco muitos dos traços que a celebração de hoje nos sugere.

Damos graças a Deus pelo estimulante exemplo de fidelidade que nos deixou. Justificadamente, invocamos, para si, Senhor D. António, e para nós, a Virgem Maria, Mãe da Santa Esperança.


Porto, 11.10.2017

+Pio Alves, Bispo Auxiliar

 
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