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Celebrações na Catedral em Tempo de Natal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Luz do presépio é a ternura do Menino, pobre e frágil

A Missa do Dia de Natal, na Catedral do Porto, foi presidida por D. Pio Alves, bispo-auxiliar do Porto, que na sua homilia sublinhou o “nascimento de Jesus” nas “representações em presépios”. Afirmou que estes propõem leituras do povo que crê “no mistério central da fé cristã”: “Está aí a criação, na sua interminável variedade, tendo como centro um Deus feito Menino; está aí a pobreza dos pastores, enriquecida de ternura, e a generosidade improvável de quem vem das periferias; há caminhos, que se adivinham sinuosos e difíceis, mas têm uma meta clara, a gruta; abunda a luz que dissipa as trevas e vence as noites; e, mesmo que algo falhe, não falta a estrela. Em resumo, um mundo variado, o nosso mundo: com gentes diferentes, com dificuldades, com caminhos, com luz. O centro, a estrela, é Ele: o Deus que, sem fingimento, é um de nós. Que se afirma pela pobreza, pela ternura, pela inefável proximidade” – disse o bispo-auxiliar do Porto.

 

D. Pio Alves exortou os fiéis a deixarem-se envolver pela “luz do presépio” porque, assim, “temos as melhores condições para fazer a leitura da nossa vida, no mundo que é o nosso, e de olhar, sem medo, para o futuro” – afirmou.

Recordando “as alegrias e as tristezas” do ano de 2017, D. Pio Alves evocou a “grata memória do Senhor D. António Francisco” e deu graças a Deus pelo seu “exemplo de dedicação a todos, particularmente aos doentes e desprotegidos”. D. Pio recordou também “as vítimas dos trágicos incêndios” e assinalou como intenções de oração os pobres, os sós, os esquecidos da família e da sociedade.

Acentuando na sua homilia o caminho do Povo de Deus feito “de infidelidades, de caprichos, de pressas, de descaminhos”, salientou que “Deus não se ausentou do seu caminho”. O bispo-auxiliar do Porto assinalou que “a radical novidade da Encarnação do Verbo de Deus transformou a História” e o “cristianismo impregnou a cultura”, mas, por vezes, no Natal “fazemos a festa e esquecemos o santo! Como se, convidados a um almoço de aniversário, ignorássemos o aniversariante” – afirmou.

D. Pio, a este propósito citou as palavras do Papa Francisco na Praça de S. Pedro no domingo 17 de dezembro: “Quando rezardes em casa, diante do presépio com os vossos familiares, deixai-vos atrair pela ternura do Menino Jesus, nascido pobre e frágil no meio de nós, para dar-nos o seu amor: este é o verdadeiro Natal. Se tirarmos Jesus, o que é que fica do Natal? Uma festa vazia”.

No final da sua homilia D. Pio Alves pediu, em particular, a paz para a Terra Santa salientando a necessidade de diálogo e de respeito pela dignidade dos outros.


 

Diálogo para a paz na oportunidade de migrantes e refugiados

No dia 1 de janeiro celebrou-se a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. A Eucaristia na Catedral do Porto foi presidida por D. António Augusto Azevedo, bispo-auxiliar do Porto, que na sua homilia sublinhou o valor da paz solenemente celebrada no primeiro dia do ano em exortação mundial.

Citando a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, D. António Augusto direcionou o seu olhar para “a realidade concreta” dos “250 milhões de migrantes e 22 milhões de refugiados” e assinalou que na origem destes fenómenos migratórios estão “as guerras e conflitos que martirizam tantos povos” e que “provocam o êxodo de populações inteiras, acumuladas, em condições desumanas, em tantos campos de refugiados” – afirmou.

Recordando o desafio do Santo Padre para que a realidade dos migrantes e refugiados seja encarada como uma “oportunidade para construir a paz”, D. António assinalou a necessidade de se desenvolver “um olhar mais contemplativo, inspirado na sabedoria da fé, capaz de olhar para o outro como irmão, revestido da mesma dignidade”.

“A paz é um bem precioso; precioso mas frágil” – disse D. António frisando que a paz “começa a ser posta em causa quando se degrada a justiça, quando não é respeitada a dignidade e os direitos da pessoa. A paz começa a ficar comprometida quando prevalece a prepotência e a intolerância, quando no espaço público e mediático, aos discursos responsáveis e construtivos se sobrepõem outros apelos imbuídos de radicalismo e populismo” – afirmou.

Para que o futuro seja “de paz e prosperidade” será necessário promover a “cultura do diálogo” – disse o bispo-auxiliar do Porto – “diálogo que congregue a família; diálogo que suscite a partilha e solidariedade entre gerações; diálogo que aproxime grupos em que a diversidade de interesses não sacrifique a prioridade do bem comum, da justiça e da verdade” – assinalou.

Recordando as figuras do presépio e as atitudes de cada um dos seus componentes, D. António Augusto salientou na sua homilia a centralidade da “figura do Menino, o Filho do Deus incarnado, rosto visível da misericórdia do Pai. A sua presença é a verdadeira fonte da alegria, inspiradora da paz e a razão maior da esperança posta num Deus sempre fiel à sua promessa” – declarou.

A figura de Maria, Mãe de Deus, inspiradora da Solenidade do primeiro dia do ano, permite meditar sobre a maternidade divina como “ato inaugural dos tempos novos, os tempos em que o Messias traria a paz ao seu povo” – disse D. António.

“Acolhendo em si a vida de seu filho, ela foi a primeira a fazer a experiência de uma vida pacificada, porque só com Cristo e por Cristo a humanidade encontra a verdadeira paz” – afirmou D. António Augusto que concluiu a sua homilia com uma prece especial: “Sob a proteção de Maria e movidos pelo amor de Deus, no novo ano de 2018, continuemos a proclamar, em memória do nosso saudoso bispo, D. António Francisco, que «a alegria do Evangelho é a nossa missão». Um ano feliz para todos!

Por Rui Saraiva

 
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