| Notícias - Peregrinação dos Frágeis |
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| Propostas pastorais para a Missão - Maio |
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20 de Março 2010 Tendo em pano de fundo a Peregrinação dos Frágeis, decorreram, na Casa Diocesana de Vilar, no passado sábado, dia 20, dois acontecimentos. De manhã, entre as 8.30h e as 13. 30h, indo ao encontro da temática do Mês de Março na Missão, foi uma manhã de retiro espiritual – Fragilidade e Compaixão, uma profecia na Missão – para os agentes envolvidos na Peregrinação dos Frágeis (ver testemunho anexo). A partir das 15h, decorreu a apresentação de todo o processo de organização e preparação desse evento, que terá o seu ponto alto alto no dia 23 de Maio, no Palácio de Cristal, com a celebração de uma Eucaristia, presidida pelo Bispo do Porto, com a presença da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Foi pequena a sala que acolheu as cerca de 350 pessoas, envolvidas a nível vicarial, oriundas de toda a Diocese, o que deixa antever, desde já, a adesão profunda que a Peregrinação dos Frágeis está a suscitar. Da apresentação feita salientam-se as linhas orientadoras de toda a iniciativa, tendo sido dada a conhecer a Comissão Executiva Diocesana, presidida por Américo Azevedo, bem como esclarecido o trabalho que as comissões vicariais farão a nível das comunidades paroquias. O foco das comissões vicariais incidirá principalmente no recenseamento dos Frágeis – doentes, idosos e deficientes domiciliários e institucionalizados – e no planeamento de toda a logística necessária para que estes possam estar presentes na Peregrinação de 23 de Maio. Aspectos relevantes, mais do que uma vez relembrados pelos presentes, são a preparação espiritual e humana dos peregrinos, bem como o envolvimento das comunidades cristãs. Foi sublinhado, ainda que este processo constitui para os agentes envolvidos, uma oportunidades de aprofundamento da consciência da sua própria fragilidade e do desafio de compaixão que o projecto implica. Dado o entusiasmo comprometido, o discernimento e a alegria com que os presentes participaram neste encontro é possível dizer que a Peregrinação dos Frágeis está em marcha em toda a Igreja do Porto.
Vítor Teixeira
TestemunhoFragilidade e Compaixão, uma Profecia na Missão
Na manhã do dia 20 de Março no Seminário de Vilar foi proporcionado a todos os agentes envolvidos na Peregrinação dos Frágeis um retiro espiritual em que foi feita Lectio Divina sobre o texto Jo 19, 25-27. Para muitos das mais de duas centenas e meia de participantes, esta foi uma experiência única, nunca antes vivenciada e que permitiu mergulhar no mais profundo de si. Este encontro feito de silêncio e palavra orante interpelou-nos e levou-nos a aprofundar e a descobrir as razões face ao mistério da fragilidade humana, pois só com uma fé mais esclarecida se pode ir mais longe na compreensão deste mistério que é o que cada um é. O estudo do texto, orientado pelo Padre Nuno, com o seu entusiasmo e dinamismo, ajudou a um encontro com o próprio Jesus Cristo através da sua Palavra. Este Jesus Cristo que do alto da sua Cruz, ao contemplar sua Mãe junto d’Ele, a entregou a toda a humanidade como figura maternal, na pessoa do discípulo amado. Maria, mulher nova e mãe de todos os viventes, tornou-se a partir desse momento modelo a seguir em todas as situações, especialmente nas de maior escuridão, em que é preciso atravessar desertos e percorrer caminhos estreitos e sinuosos. Embora certos das dificuldades todos partiram entusiasmados, dispostos a fazer caminho, tentando vencer o cansaço e a ultrapassar obstáculos com a certeza de que não estão nem vão sós, pois Maria acompanha-os de pé, firme e disponível como esteve junto do seu filho, hoje revelado em todos os frágeis. Assumir como causa do nosso agir os mais frágeis é tomar consciência sobre a importância daqueles por quem Jesus veio. Este é um imperativo dos cristãos face ao contexto da sociedade actual em que vivemos, dita do bem-estar do consumo e da eficiência. Urge reconhecer nos mais frágeis a sua condição de sujeitos em que cada um deve ser valorizado e reconhecido como pessoa. A Peregrinação dos Frágeis é o exercício duma Igreja que se deseja maternal junto daqueles de quem outros desistem pela sua fragilidade. Como Igreja de Cristo, precisamos de afirmar esta atitude de permanência e fidelidade junto à Cruz, ao sofrimento e a toda a espécie de morte, para que todos se sintam mais acompanhados e possam fazer uma experiência de renovação continuada. Perceber que com Cristo e Maria este percurso já foi feito, que Ele continua vivo e que nos dá a força e o ânimo para prosseguir, pois foi por eles e para eles que Ele veio e continuará a vir até ao final dos tempos. Enfª Eufêmia Rodrigues
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