28ª Jornada Diocesana da Pastoral Familiar Versão para impressão
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“Pela Família, mudar o paradigma do Trabalho”

No passado sábado dia 3 de fevereiro reuniram-se cerca de 170 diocesanos na Casa de Vilar no Porto em Jornada da Pastoral Familiar. Este evento que completou neste ano a sua 28ª edição teve como tema de reflexão: “Pela Família, mudar o paradigma do Trabalho.

Na oração e reflexão iniciais, D. Pio Alves abordou aspetos do Trabalho – Família – Casa Comum: a origem de Jesus Cristo como membro de uma família trabalhadora, o trabalho como elemento de realização pessoal e a necessidade de prosseguir uma “educação para a responsabilidade ambiental, de ações a realizar por cada um a favor do ambiente”.

Joaquim Tavares, dirigente da LOC/MTC, refletiu sobre o “O olhar dum cristão sobre o trabalho”, apontando a importância do trabalho na vida familiar, a dificuldade de compatibilizar ambos, o valor das novas tecnologias desde que ao serviço das pessoas, melhorando a organização do trabalho e da flexibilidade, e a importância da presença dos cristãos na vida social, sindical e política, em ordem ao bem comum.

Rui Calejo, professor e membro da ACEGE, abordou a “Harmonização entre a vida profissional e a vida familiar”. Referiu experiências de sucesso nas relações entre família e empresa, promovendo o conhecimento mútuo das realidades e projetos e fazendo da empresa uma família na qual também se partilham afetos e emoções. Apresentou ainda estudos que evidenciam que as empresas que cuidam destes aspetos não são menos produtivas ou lucrativas.

“Uma economia voltada para o homem” foi o tema abordado por Alberto Castro, professor na UCP, que propôs um novo modelo de crescimento com impacto global, que seja inclusivo, com equidade, através dum novo contrato social de cooperação entre as pessoas, os povos, os países, e um novo idealismo que traga os valores morais de volta à economia e às empresas. Considerou positivos o Acordo de Paris e a Cimeira de Davos, pelas preocupações comuns e permanentes quanto ao ambiente, trabalho e família e defendeu uma cultura de “economia cívica”.

Jorge Cunha, professor da UCP, refletiu sobre “O sentido do trabalho à luz da doutrina social da Igreja”.

Referiu o trabalho como “momento realizador de cada ser humano” pois “Sem trabalho não há dignidade” (EG). Identificou três tipos de trabalho – produtivo, distributivo e expressivo – que enquadrou em termos históricos e refletiu sobre Jesus, a Sua família e o trabalho, bem como os cristãos, a dignificação, a espiritualidade e o futuro do trabalho. Manifestou ainda a esperança de que a conciliação entre trabalho e família sairá beneficiada pelas tecnologias que reduzirão o trabalho produtivo e permitirão maior dedicação aos cuidados com os familiares e à solidariedade entre famílias.

 

Os grupos de trabalho apresentaram algumas prioridades para a área da família, no âmbito pastoral e também político: promoção de condições para a natalidade, importância do apoio às famílias com crianças ou com idosos a cargo, desenvolvimento duma rede de apoio às famílias em crise ou com dificuldades, promoção de encontros locais com empresários sobre trabalho e família, iniciativas legislativas que devolvam o domingo à vida familiar.

 

(SDPF)

 

 

Endereço Original: http://www.diocese-porto.pt/?option=com_content&id=3570

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