Do Livro das Meditações 2

 

 

Portanto farei uma escada no coração.

E pelos degraus subirei da minha casa

Até bater com o pensamento no altíssimo.

Apagarei os passos e o cérebro como um rasto no deserto

Sempre atento como a águia quando fixa o sol

Sem pestanejar.

Farei portanto a escada no deserto para fixar

A luz.

Da minha casa subirei sem palavras

Em silêncio, portanto, pisando o coração.

 

Daniel Faria

 

 

MOVIDOS PELO AMOR

QUE SE ENTREGA NA CRUZ

 

 

Propomos a todos, famílias, paróquias, comunidades religiosas, instituições, escolas católicas, movimentos e associações, uma caminhada diocesana para os tempos litúrgicos que vivemos, entre as Cinzas e o Pentecostes, como oportunidade de dinamização pastoral e de exercício espiritual, que é sempre, e simultaneamente, de descida e de subida, como o revela o dinamismo da Cruz, onde Jesus é humilhado e ao mesmo tempo exaltado.

 

A escada, imagem da Cruz, pela qual chegamos ao Céu, segundo Santa Rosa de Lima, permite-nos visualizar este caminho do amor de Deus, descendo e subindo os seus diversos degraus.

 

Semana a semana, descemos (da Quaresma à Páscoa) e subimos (da Páscoa ao Pentecostes) pelos degraus da Cruz, sinalizando cada um deles com os atributos do amor, apresentados por São Paulo no seu Hino ao Amor (1 Cor 13) e magistralmente comentado pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica Amoris Laetitia (A alegria do amor em família), no capítulo IV.

 

O tema do amor está bem no coração da 1.ª Carta de São João, que iremos proclamar como leitura do Apóstolo, durante o tempo pascal.

 

Coloquemos, sem medo, uma e outra escada: uma escada apoiada no braço direito da Cruz, outra no seu braço esquerdo. A Cruz do Senhor está firme, enquanto o mundo gira, movido pelo Seu Amor.

 

Respeitando sempre e valorizando cuidadosamente os ritos, as orações litúrgicas e as leituras bíblicas previstas para estes tempos fortes, e enriquecendo as práticas que tradicionalmente lhes estão associadas, esta nossa proposta quer sobretudo realçar e valorizar pedagogicamente o ícone central e fundamental da Cruz, como verdadeira escada, que vamos ornamentando semana a semana, de modo que ela nos atraia cada vez mais e nos mova na direção do Amor de Cristo, selado no mistério pascal da Sua Paixão, morte e ressurreição por nós.

 

Depois de vivermos, do Advento à Epifania, movidos pela Estrela que brilha no amor, propomo-nos continuar este movimento, atraídos, movidos e comovidos pela Cruz, onde resplandece a glória do amor de Deus por nós: “Deus amou de tal modo o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigénito” (cf. Jo 3,14-21).

 

Seguem-se alguns elementos de reflexão e algumas sugestões práticas, a acolher e a aplicar, de forma criativa e adaptada às circunstâncias.

 

 

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Apresentação completa da Caminhada

Para mais informações visite o site da Diocese do Porto

www.diocese-porto.pt