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COMPREENDO E ACEITO

A todos os fiéis da Diocese do Porto.

Já temos ouvido falar em “sinodalidade”. Se Deus quiser, ouviremos muito mais, pois o Santo Padre convocou um Sínodo sobre este tema e quis que se desenvolvesse numa dupla dimensão: uma ampla escuta e consulta em todo o mundo, porventura até em âmbitos que não se identificam com a Igreja; e um posterior encontro, em Roma, dos representantes das Igrejas locais.

O Papa Francisco já definiu a sinodalidade como “o caminho da Igreja que Deus espera no terceiro milénio”. E os teólogos acentuam alguns dados que começam a fazer mentalidade eclesial: que esta é uma dimensão constitutiva da Igreja e não uma moda ou um apêndice; que se há de tornar vida ou estilo habitual de entender, participar, atuar e anunciar a comunidade da fé; que é critério para passar de uma lógica piramidal (bispos e padres) a uma da necessidade recíproca entre ministros ordenados e fiéis leigos; enfim, que é, porventura, o acontecimento mais determinante para a receção do Concílio Vaticano II (1962 a 1965), o grande marco recente para a refontalização/atualização (o célebre “aggiornamento”, do Papa S. João XXIII) que os tempos e as circunstâncias impõem à Igreja.

Para assinalar a data formal do início deste processo e invocação do Espírito de Deus para renovar a face da Igreja, o mesmo Papa Francisco propôs que em todas as Dioceses do mundo se fizesse uma específica celebração no dia 17 do corrente mês de outubro. Como a Diocese do Porto está empenhadíssima neste procedimento, venho convidar, com muito empenho, todos os fiéis para a Missa que celebraremos nesse dia 17 de outubro, às 16 horas, na nossa Sé. De uma forma particular, espero a presença dos membros dos Conselhos Pastorais Paroquiais  (ou representantes das paróquias onde o Conselho Pastoral ainda não exista), dos Vicariais e Diocesano, bem como de representantes dos Secretariados Diocesanos, das comunidades de vida consagrada e dos movimentos e grupos de apostolado. Como já estava previsto, há muito, a celebração do Dia Diocesano da Família, esta mantém-se a nível de Vigararias, tendo em mente os casais que se encontram em bodas jubilares e suas famílias.

Não sendo possível, portanto, a participação de um grande número de sacerdotes, solicito que, nesse dia (e, porventura, durante um ou dois meses) se inclua a seguinte intenção em todas as Missas de preceito:

Para que o Processo Sinodal em marcha nos conduza a uma comunhão cada vez mais profunda na Igreja, favoreça a nossa participação nela e nos torne capazes de partir em missão, juntos por um caminho novo, oremos”.

+ Manuel, Bispo do Porto

Foto: Ricardo Perna