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Praça Central: Diocese de Santarém prepara 5.º Encontro Nacional de Leigos com um debate sobre o trabalho


A Diocese de Santarém promoveu hoje um encontro preparatório do 5º Encontro Nacional de Leigos, propondo o tema do trabalho para um debate entre gestores, empresários, empregados e responsáveis pelos setores da justiça e da paz.

Para Margarida Sá Nogueira, que integra as equipas locais do Encontro Nacional de Leigos, o debate desta tarde foi uma oportunidade para descobrir a “missão comum” da santidade no mundo do trabalho, tanto para empregados como para empregadores.

“Como estamos numa zona rural, achamos que seria de todo interesse que falássemos sum pouco sobre a santidade no trabalho e qual nossa missão comum entre os patrões e os trabalhadores”, afirmou em declarações à Agência ECCLESIA.

Margarida Sá Nogueira considera que os leigos se sentem “cada vez mais” comprometidos a “participar no mundo, veiculando a sua fé , aquilo em que acreditam e a maneira como se colocam na vida, enquanto católicos”.

O debate “Trabalhar – A missão comum e partilhada” decorreu na Santa Casa da Misericórdia de Almeirim, contou com intervenções, entre outros, de Arménio Monteiro, coordenador da Liga Operária Católica, Paulo Santos, gestor de empresas, do Movimento dos Focolares, e Pedro Vaz Patto, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz.

Para Pedro Vaz Patto, o trabalho deve ser orientado “para o bem da pessoa”, de acordo com os princípios da Doutrina Social da Igreja.

“Às vezes, vemos que não é assim que se organiza a vida das empresas”, referiu o presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), lembrando que “as pessoas têm predominância sobre as coisas”.

“Se queremos que a economia e o trabalho estejam serviço da pessoa humana, temos de recusar qualquer ideia de inevitabilidade, de determinismo, como se nada se pudesse fazer”, afirmou Pedro Vaz Patto.

“A economia deve ser regulada, não deve estar entregue ao mercado que, tendo as suas vantagens, deve ser controlado”, acrescentou o presidente da CNJP.

Arménio Monteiro, coordenador nacional da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), disse à Agência ECCLESIA que é necessário “conversar, clarificar e responder a aspetos essenciais da vida das pessoas”, promovendo encontros entre empresários, patrões e trabalhadores.

“Um dos aspetos essenciais é que há muito desconhecimento entre a vida das organizações e dos trabalhadores e as empresas, e preconceitos que levam a uma dificuldade de aproximação”, afirmou

Para Arménio Monteiro, é “fundamental cuidar da vida pessoal e familiar, num respeito pelas “necessidades dos trabalhadores”.

Paulo Santos, gestor, considera que, numa empresa, cada um está voltado para o “seu bem estar pessoal, a sua carreira, a sua segurança”, constatando que, nos vários níveis de uma organização, “cada um está focado em si próprio”.

“Ser cristão empenhado num ambiente destes, na gestão, é um desafio, todos os dias, que também dá frutos. Mas é preciso ter persistência e estar bem focado no que é importante”, sublinhou

Para Paulo Santos, é preciso “esforço” e assumir “uma missão”, a que não cuide apenas de “ter o rendimento ao fim do mês”, mas que esteja voltada para “construir qualquer coisa que permanece” e que beneficie toda a organização empresarial.

Desde o dia 4 de outubro, as equipas locais da Diocese de Santarém que estão envolvidas na organização do 5º Encontro Nacional de Leigos lançaram um conjunto de  atividade preparatórias do encontro nacional, denominado ‘Praça Central’, com vigílias de oração e debates em torno do tema da santidade.

Praça Central – Encontro Nacional de Leigos  realiza-se no dia 23 de novembro, em Santarém, e tem como tema «Prometo viver a vida, em pleno e até ao fim».

O programa do encontro, informações e as inscrições encontram-se no portal da Conferência Nacional do Apostolado dos Leigos (CNAL).

HM/PR