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Covid-19: Igreja Católica prepara regresso «possível e gradual» às celebrações comunitárias, após o final do estado de emergência (c/vídeo)


 

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) reuniu-se hoje em videoconferência, preparando o regresso “possível e gradual” às celebrações comunitárias, após o final do estado de emergência no país.

Em nota enviada à Agência ECCLESIA, o organismo dos bispos católicos adianta que “está a preparar orientações gerais, em diálogo com as autoridades governamentais e de saúde, para quando terminar esta terceira fase do estado de emergência, com a retomada possível e gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia e outras manifestações cultuais”.

O encontro desta tarde analisou a situação de emergência, face à pandemia de Covid-19, “procurando de modo livre e consciente os melhores caminhos para a realização da missão da Igreja”.

O Conselho Permanente da CEP manifesta a sua solidariedade “para com toda a população pela sua atitude de cuidada prevenção ao longo desta situação” e reconhece, em particular, a forma como os católicos “seguiram as normas e orientações da Santa Sé, da Conferência Episcopal e das Dioceses”.

Os bispos católicos recordam as vítimas desta epidemia e seus familiares, manifestando a sua solidariedade para com os doentes infetados e com os que estão na “linha da frente”, como os profissionais de saúde, as forças de segurança e os que trabalham nos lares e outras instituições sociais.

A CEP “reconhece o papel de presença constante dos capelães hospitalares junto dos doentes, médicos, enfermeiros e demais auxiliares de saúde”.

A Assembleia Plenária, inicialmente marcada, para abril vai decorrer, agora, de 15 a 17 de junho, em Fátima, tendo como ponto principal a eleição dos órgãos da CEP para o triénio 2020-2023.

No dia 13 de março, a Conferência Episcopal de Portugal determinou a suspensão de todas as celebrações comunitárias de Missas em Portugal, até “ser superada a atual situação de emergência”, com limitações ainda às celebrações de batismos, matrimónios e funerais, menos de duas semanas depois das primeiras indicações para travar a propagação do novo coronavírus.

O decreto que renovou o estado de emergência, em vigor até o final do dia 2 de maio, apresenta medidas de restrições à liberdade de culto, para reduzir o risco de contágio e executar as medidas de prevenção e combate à epidemia, incluindo “a limitação ou proibição de realização de celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas”.

Quanto aos funerais, com ou sem acompanhamento religioso, o decreto determina que a sua realização “está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança, designadamente a fixação de um limite máximo de presenças”, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério.

Esta segunda-feira, o primeiro-ministro português admitia o regresso gradual das celebrações religiosas em maio.

António Costa falava aos jornalistas após uma reunião com presidente da CEP, D. Manuel Clemente, na residência do cardeal-patriarca, junto ao Seminário dos Olivais.

Os responsáveis debateram o levantamento das restrições às celebrações religiosas face à pandemia de Covid-19.

“Deveremos, a partir de maio, começar a encontrar um maior ponto de normalidade, nas celebrações religiosas, tendo em conta a previsão que temos”, disse o primeiro-ministro.

O Santuário de Fátima anunciou a 6 de abril que a peregrinação internacional que assinala anualmente o 13 de maio vai decorrer este ano sem a presença de assembleia, devido à pandemia de Covid-19.

OC - Ecclesia