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Covid-19: Pandemia criou proximidade da Igreja à vida das pessoas, afirma bispo do Porto


 

O bispo do Porto disse à Agência ECCLESIA que os sacerdotes “não estiveram fechados”, mas em “contacto com o seu povo” durante a pandemia, encontra “aspetos positivos a valorizar” na experiência de confinamento, que criou “muito mais” proximidade às pessoas.

“A partir do momento em que voltarem a abrir os templos, será certamente uma Igreja muito mais próxima da vida das pessoas e a experiência comunicativa vai ser valorizada no futuro”, afirmou D. Manuel Linda.

Para o bispo do Porto, “a sorte do povo foi a sorte dos seus párocos”, que “não se fecharam, mas estiveram em contacto com o seu povo”, assim como outros agentes de pastoral.

“Cerca de 50% dos padres da Diocese do Porto tiveram Covid, muitos outros, a começar pelo bispo, estiveram em isolamento profilático, e morreram vários padres, uns com Covid e outros com Covid associado, e não sabemos como vai ser o futuro”, afirmou.

Foto João Lopes Cardoso/Diocese do Porto, D. Manuel Linda

D. Manuel Linda considera que a pandemia consolidou e concretizou uma “Igreja em saída”, de onde resultam aspetos positivos traduzidos numa “reinvenção” que trouxe uma “mais valia”.

“Os agentes pastorais estavam à espera de ser procurados e houve a necessidade de ir ao encontro de; depois, a Igreja não se resumia exclusivamente à dimensão litúrgica, mas a preocupação personalizada com os seus fiéis, pelo telefone e todas as formas possíveis; e a dimensão social”, indicou D. Manuel Linda.

O bispo do Porto lembra que  “a Igreja não se resume a uma celebração bem preparada, mas à preocupação com a pessoa e o que traz de alegria e tristeza. E neste caso predominava fundamentalmente a tristeza”, afirmou.

A Diocese do Porto foi a primeira a decretar a suspensão do culto público católico em Portugal, nos concelhos de Felgueiras e Lousada, por causa da propagação da pandemia, no dia 9 de março de 2020.

“Foram decisões muito duras”, recorda D. Manuel Linda, tomadas de forma provisória, sem saber o que iria acontecer, sem “o conhecimento científico” sobre a pandemia, verificando-se durante mais tempo do que na altura se imaginava.

Para o bispo do Porto, a suspensão das celebrações com a participação da assembleia aconteceu quando as pessoas “mais precisavam de exprimir o sentimento religioso e não o puderam fazer” e ficaram privados de expressões “do ponto de vista afetivo” nos funerais de amigos e familiares.

“Sob o ponto de vista emocional foi muito duro: na emoção da espiritualidade, na relação com Deus e na relação afetiva, particularmente nos funerais”, afirmou D. Manuel Linda.

PR