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COMPREENDO E ACEITO

Novos sacerdotes ao serviço do povo de Deus


 

 

No próximo domingo dia 12 de julho serão ordenados, na diocese do Porto, 6 presbíteros e 3 diáconos. Será na Catedral pelas 16h. Ficamos aqui a conhecer melhor os novos sacerdotes. Em discurso direto. Vocações abertas ao mundo para fazer caminho com o povo de Deus.

 

Nome: César Abílio Ventura Pinto

Idade: 29 anos

Naturalidade: Sendim, Felgueiras

Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto

 

P: Quando é que o seu amor a Cristo passou a ser chamamento para a vida sacerdotal?

R: É difícil precisar uma data, porque ainda era muito novo (ainda não frequentava a escola primária) e não me lembro ao certo. Mas sei que desde criança dizia que queria ser padre. Acredito que tenha sido a figura do padre onde ia à missa com os meus pais que tenha despertado em mim a vontade de ser padre. Dizia muitas vezes que queria ser como aquela pessoa. 

P: Qual foi a importância da família na sua decisão vocacional?

R: Senti que a família sempre me apoiou, principalmente os meus pais e a minha irmã. Eles sempre me transmitiram a ideia que o mais importante era que eu fosse feliz. E se a minha felicidade passasse pelo seminário e por ser padre que estariam ao meu dispor no que fosse necessário. Sempre estiveram do meu lado.

P: Como foi o seu percurso de vida até chegar ao Seminário?

R: Os meus pais sempre pensaram que a ideia de querer ser padre se perdesse com o passar do tempo…é verdade que era muito pequeno ainda. Mas a ideia não se perdeu. Lembro-me que a minha irmã andava a tratar do seu processo de casamento com o meu atual cunhado e, como estava sozinho em casa, fui com eles ao cartório da paróquia. E foi nesse momento que pedi ao meu pároco, pe. Alípio Barbosa, que me inscrevesse no seminário, pois queria ser padre. Pouco tempo depois, os meus pais levaram-me ao Seminário do Bom Pastor em Ermesinde. Digamos que fui muito novo para o Seminário, tinha 10 anos, onde comecei a frequentar o pré-seminário. Terminado o pré-Seminário no final do meu 9º Ano, entrei para a comunidade residente do Seminário do Bom Pastor, para iniciar o secundário. Terminado o Secundário, fui para o Seminário Maior do Porto onde conclui os estudos teológicos.

P: Como tem sido a experiência de diácono?

R: Tem sido uma experiência muito enriquecedora. Primeiro, pelo facto de ser diácono e de puder administrar alguns sacramentos, como por exemplo, batizados e casamentos. Depois, pelo desafio de estar ao serviço de uma comunidade urbana, pois ainda não tinha contactado com essa realidade. Aqui, em Valongo, conheci novas pessoas, fiz novos amigos e aprendi muitas coisas.

P: Para si o que é ser padre hoje?

R: Ser próximo de todos. Estar disponível para acolher. Ser testemunho de Jesus Cristo a quem amo e quero servir.

 

Breves e Diretas   

  1. Uma leitura que o tenha marcado: “Os relatos de um peregrino Russo”
  2. Uma canção ou música especial: É difícil… Gosto muito de música. É difícil precisar de qual gosto mais.
  3. Filme favorito: “A Paixão de Cristo”
  4. Local de oração preferido: Não tenho um local específico. Todos os sítios são uma oportunidade para me encontrar com Ele.
  5. Uma personalidade da Igreja que o tenha influenciado: São João Paulo II

 

 

Nome: Filipe Martins de Sousa Vales

Idade: 28 anos

Naturalidade: Cedofeita, Porto

Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto

 

P: Quando é que o seu amor a Cristo passou a ser chamamento para a vida sacerdotal?

R: As duas dinâmicas são totalmente inseparáveis na história de uma vocação. Em algum momento, uma certa «curiosidade» pela pessoa de Jesus Cristo passa a ser uma aposta que nos é devolvida sob a forma de confirmação e de estímulo a continuar esse caminho. Foi como jovem que se preparava para o Crisma que comecei a aprofundar a minha fé e a encontrar na comunidade paroquial um espaço para viver de forma concreta aquilo que dizíamos acreditar. Daí à entrada no seminário, alguns anos mais tarde, foi um processo muito natural, porque quando levamos a sério a nossa condição de batizados, é o próprio Jesus que acaba por revelar em nós a nossa vocação, mesmo que para nossa surpresa.

P: Qual foi a importância da família na sua decisão vocacional?

R: Seria impossível definir essa importância. Mas olhando para trás, não posso deixar de me lembrar que foi pela mão da minha avó que ainda antes da primeira comunhão comecei a ir todos os domingos à missa, à Capela das Almas. Mais do que um simples hábito, foi algo que recebi como herança e nunca mais abandonei.

P: Como foi o seu percurso de vida até chegar ao Seminário?

R: Até aos 21 anos, fiz um percurso indistinto de qualquer amigo da minha idade. Frequentei a escola, a catequese e os escuteiros; aos 17 anos, depois do Crisma, juntamente com outros colegas, comecei a fazer catequese e a colaborar mais na vida da paróquia. Ao terminar o 12º ano, entrei para Economia na FEP – Universidade do Porto. Na altura, estava um pouco indeciso sobre o curso que queria fazer, mas nenhuma das hipóteses era entrar no Seminário; essa ideia só me surgiu já no final do curso, como disse acima, como um desenrolar natural da minha vida cristã.

P: Como tem sido a experiência de diácono?

R: É distinto ser diácono em ordem ao presbiterado e ser diácono permanente. Este tempo de diaconado na formação sacerdotal não é fazer a experiência de «um ano de diácono», porque em virtude do 2º grau da ordem não abandonamos, mas antes integramos o primeiro; mas também não pode ser visto como um estágio sacerdotal no sentido de um diácono ser um padre em miniatura. Por isso, eu diria que esta experiência não vale por si mesma, mas como um tempo em que, na qualidade de diácono, vamos assumindo dimensões do ser sacerdote que depois serão assumidas e transformadas pela ordenação sacerdotal. Nesse sentido, tem sido um tempo rico e exigente. Tive o privilégio de ser enviado a quatro paróquias encantadoras do concelho de Amarante – concretamente São Gonçalo e São Veríssimo, Madalena e Cepelos – onde pude conhecer e rezar ao lado de gente que me deu muita força para continuar. A ligação umbilical entre o diaconado e os pobres permite uma forte dimensão humana de proximidade que penso que é a grande lição deste tempo de formação.

P: Para si o que é ser padre hoje?

R: A pergunta tem um defeito, porque aquilo que o padre é ou deve ser não resulta da projeção de uma sensibilidade pessoal, mas do sentir e pensar eclesial, daquilo que a Igreja vive e precisa. Hoje reflete-se muito – e bem – sobre a identidade e a missão dos sacerdotes, porque vivemos num tempo marcado pelo sinal da crise, em que tudo é questionado e revisto. Mas, a meu ver, antes de nos interrogarmos sobre o que deve ser o padre, devemos nos interrogar sobre o que deve ser a Igreja, como a sonhamos e como a construímos. Se queremos a Igreja que já passou, a dos nossos avós, do tempo da cristandade, então pensamos o padre de uma certa forma; se nos lançamos na construção da Igreja do futuro, que lê os sinais dos tempos e procura alcançar os homens e mulheres deste tempo, então pensamos um padre muito diferente. Ao pormos os pressupostos da Igreja que queremos, logo temos à nossa frente o perfil do padre. Sem querer ser exaustivo, num tempo como este de grande afirmação da individualidade, torna-se cada vez mais essencial que o padre seja um homem de escuta, alguém que acolhe de facto cada um na sua situação, para pôr em relação com os outros, construir comunidade, e caminhar com cada pessoa, a partir do lugar onde ela se encontra.

 

Breves e Diretas   

  1. Uma leitura que o tenha marcado: “José e os seus irmãos”, de Thomas Mann
  2. Uma canção ou música especial: “Owner of a Lonely Heart”, dos YES
  3. Filme favorito: “Il traditore”, de Marco Bellocchio
  4. Local de oração preferido: Praia de Francelos
  5. Uma personalidade da Igreja que o tenha influenciado: S. Paulo VI

 

 

Nome: José da Silva Coelho

Idade: 30 anos

Naturalidade: Freamunde

Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto

 

P: Quando é que o seu amor a Cristo passou a ser chamamento para a vida sacerdotal?

R: Quando “desarmei” o meu ego! Quando “eu comecei a diminuir, para que Jesus Cristo crescesse em mim”. Obvio que isto, não acontece da noite para o dia. Quando iniciei o discernimento vocacional, tinha 16 anos, bem vividos. Fui apresentado ao Seminário do Bom Pastor e iniciei o caminho de discernimento, que completaria no Seminário Maior do Porto. Arrisquei e disponibilizei-me a fazer caminho. Para mim, a forma de Ser e Estar na vida, de Deus, revelado em Jesus Cristo sempre foi entusiasmante. E não é para menos. É a nossa história pessoal, assumida e vivida que colocamos nas mãos de Deus, para Ele mesmo nos devolver em Misericórdia, e a partir daqui servir a todos. Por isso, “desarmar” o ego, não é trilhar pelo caminho de um ascetismo absurdo, ou castigar-se a si mesmo, e muito menos, anular-se ou destruir-se. É muito mais simples que isto, mas, contudo, mais exigente, é não viver dependente de mim mesmo, das minhas coisas e do meu eu. Liberto das “minhas coisas” para viver esta adesão a Jesus Cristo, que me torna homem livre, e da qual assumo o risco que comporta este seguimento, mesmo que não saiba por que caminhos me irá levar. Isto concretizamos em Igreja e com a Igreja.

P: Qual foi a importância da família na sua decisão vocacional?

R: A importância que tem a família na decisão de qualquer via vocacional. É o fundamento de tudo. No entanto, quando falei em casa que queria ser Padre não me puseram entraves, mas recordo-me de me terem dito que “ia durar pouco tempo no Seminário”, esta ideia ia passar. É normal, os meus pais e o meu irmão, conheciam-me bem, sabiam que era irrequieto e emotivo, e pensavam que isto de ser Padre não era para mim. Lá está, hoje já compreendem um pouco mais, deste “poder” de Deus. E que ser Padre não é uma ideia. A graça tem de ter “conteúdo” estrutural onde se “arraigar”, os afectos, a bondade, o espírito de sacrifício, a partilha, a comunhão, o compromisso, a forma como lido com a frustração, etc. são o ar divino, profundamente humano, que respirei na minha família. 

P: Como foi o seu percurso de vida até chegar ao Seminário?

R: Até chegar ao Seminário, tive tudo, fiz tudo, estraguei, esbanjei, sonhei, nunca me faltou nada. Até que me cansei e vi, despertei, compreendi que não tinha nada. A minha vida desenvolvia-se entre a escola e os amigos, e a fábrica de moveis do meu avô. Obviamente, fiz mais aneiras, do que trabalhei. Foi no meio desta gente honrada, muito digna, que “suava” todos os dias, e muito, para pôr o pão em cima da sua mesa, que cresci. Fui vivendo entre o tudo, que achava que tinha, e o pouco de uma vida insatisfeita que é como “serrim” da fábrica.

P: Como tem sido a experiência de diácono?

R: R: Tem sido gratificante. Tenho feito caminho de aprendizagem, com o bom povo de São João da Madeira. Sob a orientação do Pe. Álvaro Rocha, tenho aprendido a servir a comunidade. Foi um tempo muito bom de maturação, onde também tivemos de nos reinventar, devido á pandemia. Sem nunca esquecer a comunidade de Aldoar, e o Pe. Lino Maia, que também contribuíram, durante 4 anos, para o que sou e cresci.

P: Para si o que é ser padre hoje?

R: Ir e fazer o que o jovem de Nazaré, Jesus Cristo, fez. Concretizar o Evangelho, a Palavra de Deus. Conhecer o mundo melhor que qualquer mundano, sem nunca abdicar da liberdade de filho de Deus, chamado a servir a todos sem exceção. Cuidar o ser humano, e estar próximo das suas pobrezas. Quanta gente que na vida não se sabe guiar? Quanta gente que duvida do que é ser tratado com respeito e carinho, a quem a vida aleijou? Pessoas que não podem acreditar num Deus bom, porque a vida as magoou. Perdemos demasiado tempo a “engraxar” os sapatos de vela, para levar ao culto, e bem sabemos que há gente na margem e a ficar pelo caminho, sem dignidade e motivo para seguir em frente e acreditar em si mesmas. Ser Padre hoje, é ser parte também desta humanidade, é testemunhar com a vida, que é nessa pobreza humana onde a salvação de Deus se realiza.

 

Breves e Diretas   

  1. Uma leitura que o tenha marcado: “Corrupção e Pecado, Seguido de Sobre a Acusação de si Mesmo” - Jorge Mario Bergoglio
  2. Uma canção ou música especial: “Restolho” – Mafalda Veiga
  3. Filme favorito: “Knight of Cups” (Cavaleiro de Copas), Terrence Malick
  4. Local de oração preferido: Natureza/Montanha
  5. Uma personalidade da Igreja que o tenha influenciado: padre Leonel Oliveira (1934-2015)

 

 

Nome: José Almonte Jesús

Idade: 31 anos

Nacionalidade: República Dominicana

Seminário Diocesano Missionário Redemptoris Mater do Porto

 

P: Quando é que o seu amor a Cristo passou a ser chamamento para a vida sacerdotal?

R: Fui batizado com 10 anos e entrei na Igreja com a idade de 15 anos fiz as catequeses do Caminho Neo Catecumenal e fiz parte de uma comunidade. Foi um verdadeiro encontro com Cristo que não esquecerei, uma grande ajuda para o momento de crise na minha adolescência e rebeldia contra o meu pai. Foi aí que me reconciliei com o meu pai e aprendi a ama-lo. na Igreja encontrei sentido na minha vida com Deus e começou a mudar a minha atitude agressiva. E neste contexto, comecei a sentir os primeiros sinais do chamamento vocacional. Estava contente e agradecido pelo que o Senhor estava a fazer na minha vida e na minha família.

P: Qual foi a importância da família na sua decisão vocacional?

R: A família foi e contínua a ser um pilar na minha vocação, especialmente, a minha mãe, um exemplo de fé e de coragem para mim e toda a família. Ela transmitiu-nos a fé, ao meu irmão e a mim e nos aconselhava a não deixar a Igreja. Dizia que ser cristão é o mais importante na vida e ela própria deu exemplo em casa. Quando eu disse em casa que queria ir para o seminário ela me apoiou em tudo, o meu pai não concordou logo, mas aos poucos foi aceitando.

P: Como foi o seu percurso de vida até chegar ao Seminário?

R: Aos 18 anos acabei a escola secundária e falei com o pároco da minha paróquia de origem para entrar no Seminário Redemptoris Mater de Santo Domingo. Ele me aconselhou em liberdade a procurar trabalho e a namorar para ganhar mais maturidade e discernir melhor a vontade de Deus para mim. Então fui trabalhar na mercearia com a minha avó materna e depois passei para a construção civil e namorei com uma rapariga. Depois de um ano discernimento entrei no Seminário e fui enviado para o Seminário Redemtoris Mater de Porto que acabava de nascer. 

P: Como tem sido a experiência de diácono?

R: Fui enviado por D. Manuel Linda a estagiar na Paróquia de Moreira da Maia com o Sr. Padre Augusto Manuel e tem sido uma experiência muito boa. Lembro que os primeiros dias como diácono estando nas missas tremia todo e o coração me batia forte. Graças a Deus aos poucos o Senhor me ajudou a superar isto tudo. Presidir aos funerais foi a pastoral que mais vivi e aquela que mais me marcou estando junto as pessoas. O ministério de diácono tem-me ajudado a conhecer a vida e a realidade de uma paroquia e a aprender a partilhar a minha experiência de vida com as pessoas me têm ajudado a crescer nesta nova missão.   

P: Para si o que é ser padre hoje?

R: Dar a vida à Igreja por amor. Conhecer, amar e servir as pessoas. Levar o evangelho a tantas pessoas que procuram sentido para a vida e a muitos que perderam a fé. Estarmos disposto a levar as pessoas a descobrirem a beleza e a grandeza de ser cristão nesta sociedade de hoje que as vezes se mostra contraria ao cristianismo e à fé. E como pastores termos presente aquilo que somos e a missão que temos. Também as nossas limitações e fraquezas.     

 

Breves e Diretas   

  1. Uma leitura que o tenha marcado: “Salvaje de Corazón” - John Eldredge
  2. Uma canção ou música especial: Maria Lisboa - Amália
  3. Filme favorito: Os Condenados de Shawshank - The Shawshank Redemption
  4. Local de oração preferido: Fátima
  5. Uma personalidade da Igreja que o tenha influenciado: D. António Francisco dos Santos

 

 

Nome: Misael Fermín Fermín Calderón

Idade: 28 Anos

Nacionalidade: República Dominicana

Seminário Diocesano Missionário Redemptoris Mater do Porto

 

P: Quando é que o seu amor a Cristo passou a ser chamamento para a vida sacerdotal?

R: Não sei a partir de que momento ou idade em específico nasceu a minha vocação, mas sim sei que, desde pequeno já sentia que o Senhor me estava a chamar. Por outro lado, o meu sim, para me dispor a entrar no seminário foi em 2007 num dos encontros vocacionais que faz o Caminho Neocatecumenal nos respetivos países onde este se encontra.

P: Qual foi a importância da família na sua decisão vocacional?

R: Venho duma família cristã, sendo o primeiro de seis filhos de pai e mãe e, o terceiro filho do pai. Penso que, os meus pais, em parte, tiveram uma grande missão neste chamamento que o Senhor me fez, primeiro pelo seu amor à igreja, a maneira como defendiam e defendem, a sua disposição e oferta à igreja como voluntário, entre outros. Foram acontecimentos que me foram moldando. Nesse sentido, também, o seu apoio tem sido muito importante, sempre respeitaram a minha decisão de entrar no seminário e, ainda hoje encorajam-me, me dizem que rezam por mim, apoiam-me a ir para a frente, não me preocupando com eles.

P: Como foi o seu percurso de vida até chegar ao Seminário?

R: Até aos desasseis anos morei com os meus pais. Após ter decidido entrar no seminário, fiz uma experiência vocacional na minha paróquia de origem, na qual morei por três anos. Entretanto, continuava os meus estudos técnicos na área da informática “redes e programação”. Só em 2011 após ter participado num convívio vocacional que o Caminho Neocatecumenal costuma fazer anual-
mente na Itália, por sorteio fui enviado para Oporto (Portugal) ao qual cheguei em 19 de setembro desse mesmo ano.

P: Como tem sido a experiência de diácono?

R: Tem sido uma boa experiência. Uma maneira nova, na minha vida de me doar às pessoas e ao serviço do altar.

P: Para si o que é ser padre hoje?

R: É dar a vida, renunciar muitas vezes às minhas vontades, ouvir os sofrimentos das pessoas e sofrer com elas, alegrar-me com elas, corrigi-las, mas também, deixar-me corrigir por elas quando algo vai mal. E trabalhar com elas.

 

Breves e Diretas   

  1. Uma leitura que o tenha marcado: “Se alguém vem a mim e não odeia seu próprio pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs e até a própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,26). Marcou-me porque também eu tive de deixar muitas pessoas, coisas e a própria vontade para responder ao chamamento de discípulo de Cristo.   
  2. Uma canção ou música especial: “We Are the World”
  3. Filme favorito: Não tenho filmes favoritos, mas filmes que considerei muito bons: In Time do produtor Andrew Niccol e A Beautiful Mind dirigido por Ronald William Howard.   
  4. Local de oração preferido: Não tenho um lugar propriamente favorito porque sei que, qualquer lugar se pode converter num lugar de oração, em
  5. bora sim sei que, o Santíssimo é um lugar muito apropriado, porque tudo o que o envolve é já um convite à oração, por isso procuro passar uma ou duas vezes ao dia por Ele.
  6. Uma personalidade da Igreja que o tenha influenciado: Mesmo sendo um padre do sec. IV até começo do sec. V, umas das personalidades que mais me admira da igreja é São João Crisóstomo.

 

 

Nome: José Joaquim Mendes da Costa

Idade: 29 anos

Naturalidade: Sobrosa, Paredes

Seminário da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus

 

P: Quando é que o seu amor a Cristo passou a ser chamamento para a vida sacerdotal?

R: Desde cedo, logo no momento em que entrei para o Seminário Missionário Padre Dehon percebi que a resposta descomprometida e entusiasta dos inícios teria de dar lugar a uma opção mais séria e comprometida, foi assim que a cada etapa fui purificando as minhas motivações e descobrindo a verdadeira alegria da vocação. De modo particular a minha experiência missionária em Angola veio confirmar o desejo que sentia de me entregar a Cristo e à Igreja pelo sacerdócio.

P: Qual foi a importância da família na sua decisão vocacional?

R: A minha família foi a terra fértil onde cresceu a minha vocação. Dos meus pais e familiares sempre contei com o apoio incondicional para responder ao chamamento que sentia.

P: Como foi o seu percurso de vida até chegar ao Seminário?

R: Ingressei no seminário muito cedo, a minha vocação é o resultado de uma longa maturação, até entrar no seminário era uma criança normal que para além do ensino escolar frequentava assiduamente a catequese e a eucaristia. O convite que me foi lançado numa das aulas de EMRC para conhecer o seminário veio encetar um novo ciclo da minha vida que encontra na ordenação um dos seus momentos altos.

P: Como tem sido a experiência de diácono?

R: Como diácono, tenho participado nas celebrações das comunidades cristãs que nos estão confiadas e a outras que ajudamos pastoralmente aqui no Porto, experiência que me fez tomar consciência das necessidades das comunidades cristãs. Por outro lado, o tempo de pandemia levou-me uma vivência mais interior do meu ministério de diácono, ajudando-me a assumir com maior radicalidade as palavras de Jesus “o meu Reino não é deste mundo” e a perceber que, como cristãos, estamos permanentemente em teletrabalho. Perante as exigências da distância física ou social compreendi quão importante é cultivar a proximidade afetiva e pastoral, agora por outros meios.

P: Para si o que é ser padre hoje?

R: A identidade carismática dos Dehonianos define o nosso carisma como “a união à oblação de Cristo ao Pai pelos homens”. Ser padre hoje significa ser sinal da entrega a Deus e aos homens à imagem de Cristo. Doar-se, entregar-se aos outros como forma de superar o individualismo autossuficiente que deteriora as relações humanas na nossa sociedade.

 

Breves e Diretas   

  1. Uma leitura que o tenha marcado: “O curador ferido” de Henri J. M. NOUWEN
  2. Uma canção ou música especial: Polifonia do Frei Manuel Cardoso
  3. Filme favorito: Não sendo o meu filme favorito, é um filme que vi recentemente e que gostei: “Capitão Fantástico”. Um filme acerca de uma família com um sistema educativo alternativo e em conflito com o modelo de educação tradicional e com a sociedade ocidental.
  4. Local de oração preferido: No nosso seminário em Coimbra, o Instituto Missionário do Sagrado Coração, tínhamos um espaço no meio da natureza chamado “Cantinho do silêncio” era um dos lugares onde gostava de rezar.
  5. Uma personalidade da Igreja que o tenha influenciado: D. José Tolentino Mendonça. Foi meu professor, meu orientador de tese e sobretudo ajudou-me a descobrir a presença de Deus no belo.

 

São estes os novos diáconos:

  • Carlos Maurício Sacta Llivisaca, Equador
  • Davide Manuel Almeida da Costa, Rôge , Vale de Cambra
  • José Pedro de Magalhães Novais, Carvalhosa, Marco de Canaveses