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Vaticano analisa três processos de canonização da Diocese do Porto


O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos afirmou hoje, no Porto, que “a santidade é para todos” e disse que há três processos de canonização da diocese que esperam “um milagre” para que possam avançar.

O cardeal Ângelo Becciu fez esta quarta-feira uma conferência na Casa Diocesana de Vilar sobre “Santidade no magistério do Papa Francisco”, que assinalou o início das comemorações dos 25 anos da instituição, e referiu-se aos processos de canonização de D. António Barroso, Sílvia Cardoso e do padre Américo.

“Falta uma coisa importante: que a gente use os joelhos, que reze para o milagre”, afirmou cardeal que preside à congregação da Santa Sé onde se analisam os processos de canonização, “mais de mil” de todo o mundo atualmente.

 

Após a conclusão da fase diocesana de cada processo de canonização, onde se reúne a documentação e se apresenta o percurso de vida e fama de santidade do candidato, a Santa Sé reconhece as suas “virtudes heroicas” e declara-o “venerável” se o exame dos documentos for positivo; a segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável” e, se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”; quando após a beatificação, se se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, o beato é proclamado “santo”. A canonização, ato reservado ao Papa, é a confirmação por parte da Igreja de que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

 

Para o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, é necessário um milagre para avançar com o processo dos três “veneráveis” da Diocese do Porto, porque “sem milagre, o Papa Francisco não aceita reconhecer a beatificação ou canonização”.

“Tudo está na fé dos cristãos: rezem muito para que estes veneráveis possam interceder junto de Deus para conceder o milagre”, sublinhou.

O reconhecimento das “virtudes heroicas” dos três processos de canonização propostos pela Diocese do Porto aconteceu no pontificado do Papa Francisco: primeiro Sílvia Cardoso, mentora de obras sociais e de espiritualidade, em maio de 2013; depois D. António Barroso, missionário e depois bispo do Porto, declarado venerável em maio de 2017; e, em dezembro de 2019, o padre Américo, fundador da Obra da Rua.

Em declarações aos jornalistas por ocasião da conferência que assinalou o início das celebrações dos 25 anos da Casa Diocesana de Vilar, o cardeal Ângelo Becciu referiu que o “Papa Francisco deseja que todos sejam santos”.

“A santidade é para todos, é para a gente de ao pé da porta, a mãe, o pai, os jovens, o professores, os padres, todos”, afirmou.

Para o prefeito da Congregação para as Causas do Santos, a santidade consiste em “tentar viver o Evangelho em cada dia” e é um convite “aos homens de hoje”.

“Santo é o que vive uma grande fidelidade ao Evangelho, o amor a Deus e amor aos irmãos, que é para toda a vida”, afirmou.

O cardeal Ângelo Becciu fez a primeira de cinco conferências na Casa Diocesana de Vilar, que vão assinalar os seus 25 anos, e que vão trazer ao Porto colaboradores próximos do Papa para apresentar os temas centrais deste pontificado: a santidade, a ecologia, o ecumenismo, a pobreza e a misericórdia.

PR