POLITICA DE COOKIES
Utilizamos cookies para assegurar que lhe fornecemos a melhor experiência na nossa página web. Ao continuar a navegar consideramos que aceita o seu uso.
COMPREENDO E ACEITO

Dia Mundial do Doente foi celebrado a nível diocesano na Casa de Vilar


A presidente do Secretariado, Dra. Maria do Rosário Rodrigues, saudou o Sr. Dom Armando, os palestrantes e todos os presentes que, nas suas mais diversas condições e no contexto desta pastoral, acederam ao convite.

Dirigiu especial saudação ao Movimento Fé e Luz, da paróquia de S. Pedro da Cova, que nos brindou com 2 momentos de bela expressão gestual e musical.

O Pe. José Nuno, assistente espiritual do Secretariado e moderador da mesa, aludindo à mensagem do Santo Padre para este dia, lançou a interrogação: Será que a Igreja tem sido a casa do Bom Samaritano para todos?

Américo Azevedo, vice-presidente do Secretariado, testemunhou que na sua condição de fragilidade, desde a infância à idade adulta, foi dispensado de se integrar em comunidade eclesial porque era diferente. A sua fragilidade derrubou as barreiras e a sua fé irradiou a Luz missionária. Perguntava: de que me serve ter fé e esta Luz só para mim? Terminou dizendo que os diferentes têm uma missão, são testemunhas de Cristo e, acima de tudo, são pessoas amadas por Deus.

A Doutora Maria Amélia, professora da Faculdade de Medicina da UP e Provedora da SCM Marco de Canaveses, valorizou a necessidade de saber lidar com a diversidade e com a diferença. A exclusão que a Igreja provocou no Américo deve ser pensada numa perspetiva construtiva, não nos alheando desta diversidade que tanto enriquece a sociedade.

Se os avanços da tecnologia na saúde tendem a menorizar as relações de proximidade e do cuidar, a formação de competências humanas deve valorizar as estratégias de comunicação, a escuta ativa, a relação interpessoal e interdisciplinar. Com estas competências os futuros profissionais conseguirão ser estalagem do outro. Porque cada doente tem a sua própria história de vida, esta deve ser fonte de aprendizagem para aqueles que um dia vão ser os nossos cuidadores formais ou informais.

Dom Armando, partindo da citação evangélica da mensagem do Papa, disse que Jesus não apontou leis ou condições para acolher as pessoas; o acolhimento dos frágeis era a manifestação da glória do Pai e o amor integrador dos rejeitados da sociedade.

Das experiências tidas junto do sofrimento, diz que a fragilidade não diminui nem faz menos humanas as pessoas e que, quando alguém sofre, Deus ama mais próximo! Cada pessoa doente tem dentro de si as capacidades para descobrir novos horizontes, as oportunidades únicas que Deus dá para encontrar o Seu amor. Cristo faz-se contemporâneo no doente. Cristo, Samaritano, quer entrar na vida dos seus discípulos e lá fazer a Sua casa.

Foi pela janela da cruz, em que Cristo deu a vida pelos homens, que encontrou a força para viver as fragilidades da vida.

Dom Armando desafiou as paróquias a constituírem ou reavivarem as equipas de visitadores para tornarem o Cristo contemporâneo. O espírito Evangélico pode mudar o sentido do sofrimento.

Ao terminar o Pe. José Nuno fez uma alusão às intervenções e citou um pensamento de Daniel Faria: “Não acredito que cada um tenha o seu lugar; acredito que cada um é um lugar para o outro”. Em sociedade devemos ser um lugar para os outros em vez de querermos conquistar um lugar. Se formos um lugar para os outros muitas coisas seriam diferentes e, como Igreja, é este o desafio que se nos coloca.

Dom Armando orientou a oração final.

(inf: SDPS)