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Jovens seminaristas fazem orações online e provocam «inquietações vocacionais»


O Seminário do Bom Pastor, na Diocese do Porto, recorreu às redes sociais para partilhar vídeos com orações e mostrar o “ambiente natural” de seminário, durante este período marcado pela pandemia.

O padre André Machado, vice-reitor da instituição, disse à Agência ECCLESIA que a partilha de vídeos tem provocado uma curiosidade grande e “muitas inquietações vocacionais”, sendo vistos por “cinco mil pessoas por semana”. 

“Tudo começou com a última semana dos seminários, em que não podíamos ir às paróquias, decidimos a partir das redes sociais abrir a janela da nossa casa e verem o ambiente de seminário; o que é a nossa vida, desde as orações de laudes a oração juvenil, e fomos recebendo ecos muito bons”,  refere.

O sacerdote começou a receber feedback de pessoas que queriam continuar a acompanhar as orações, “desde pessoas doentes ou mais sós”, mas também “gente que se propunha a rezar pelas vocações ou que questionavam a própria vocação”. 

No Seminário do Bom Pastor, na diocese do Porto, vivem nove jovens do 10.º ao 12.º ano, “24 horas por dia em seminário menor”.

“Nasceu de forma natural, sem ser programado ou intencional, este ano comecei com o seminário e pastoral vocacional e, em tempo de pandemia, tínhamos de chegar às pessoas mas nada é forçado, é muito nosso, nada feito para a câmara”, aponta o sacerdote.

 

Os vídeos das orações, transmitidos em direto através das redes sociais, são um desafio para os jovens “alguns com muito à vontade para a câmara, outros mais tímidos”.

As celebrações variam nos espaços da casa, “mais à lareira, no sofá ou num hall de entrada”.

“Temos tido eco de gente que nos aborda, porque quer uma experiência de fé, ou uma conversa para perceber como se podem tornar mais ativos na comunidade e, se este tipo de oração, contribuir para este caminho ou ter mais vocações para o seminário, ainda melhor, queremos é encher esta casa”, assume o padre André Machado.

O sacerdote, de 37 anos, aponta que às vezes há uma “imagem errada, desatualizada e escura do seminário” e indica que esta casa é “bastante moderna, uma casa normal de família, maior porque dá para mais gente”.

Com as limitações impostas pela pandemia, o vice-reitor recorda que teve de haver “uma reinvenção a todo o nível”, porque “presencialmente não conseguem chegar a ninguém”.

“Só nas redes sociais chegamos às pessoas por isso tivemos de reativar Facebook, fundar Instagram, abrir uma página da pastoral vocacional e tudo isto tem de estar ativo e ser alimentado”, relata.

Quanto ao futuro, o responsável deseja continuar a fazer os vídeos e mostrar o seminário, “enquanto houver estes bons ecos” e assume mostrar outros espaços que vão “mostrando que, em qualquer ambiente, é possível a relação com Deus”. 

SN