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Rumo à JMJ 2022: Jovens da Diocese do Porto em Taizé

São quase duzentas as semanas que nos separam do próximo grande encontro da juventude católica com o Papa. Os jovens da diocese do Porto estão muito empenhados na preparação deste evento. Por este motivo, a partir desta edição de VP, abrimos uma janela para a juventude. Daremos a conhecer os grupos vicariais e paroquiais, os encontros diocesanos, os projetos do Secretariado, as dinâmicas dos movimentos juvenis e a presença juvenil de institutos religiosos e congregações. Uma viagem informativa rumo à JMJ 2022 em colaboração com o SDPJ (Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil).

Neste mês de agosto o SDPJ-Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil peregrinou a Taizé., comunidade monástica fundada por Frei Roger Schutz em 1940. Os irmãos de Taizé vivem o valor da unidade dos cristãos acolhendo jovens durante todo o ano. Assim acontece desde os anos 60. Organizam também encontros europeus e intercontinentais de juventude. Sempre levando em frente uma verdadeira Peregrinação da Confiança sobre a Terra.

Para muitos dos jovens que foram a Taizé neste grupo, esta foi a primeira vez que participaram nesta Peregrinação da Confiança. Organizada por um dos membros do SDPJ Porto esta viagem contou, este ano, com a adesão de cinco membros desse Secretariado. Ao todo foram 69 jovens das dioceses de Porto, Braga, Portalegre – Castelo Branco, Lisboa, Aveiro e até um jovem de Taiwan. Em particular, da diocese do Porto participaram jovens de Oliveira de Azeméis – S. João da Madeira (grupo de Cucujães), Santa Maria da Feira (representada em força por alguns membros da família Passionista), Arouca – Vale de Cambra, das Duas Gaias (incluindo o Grupo de Jovens Périplo da Fé [Vilar do Paraíso]), Porto, Matosinhos, Gondomar (Grupo de Jovens Chama), Trofa, Paredes e Baião.

A experiência de uma semana naquela comunidade não deixa ninguém indiferente. O SDPJ recolheu alguns testemunhos de jovens que viveram a experiência de Taizé pela primeira vez nesta semana. Um texto que aqui agora citamos:

Maria João, do grupo Chama, afirma que “o primeiro dia em Taizé é um choque, pois é completamente diferente do que vivemos no nosso quotidiano, mas facilmente nos adaptamos à beleza e simplicidade…”. O Diogo do mesmo grupo acrescenta que “o simples facto de nos podermos sentar ao pé de alguém e conversar num ambiente em que toda a gente respeita o outro (…) é fascinante”. A Maria Inês (Chama) refere-se à simplicidade: “em Taizé aprendemos que ‘a beleza está na simplicidade’, esquecemos o materialismo, os bens supérfluos e limitamo-nos a viver de forma simples (e tão bom que é viver assim).” A Gisela (Périplo da Fé), olhando para Taizé já a partir de Portugal, diz: “desde que regressei que vejo tudo com outros olhos e com outro brilho. Taizé mudou as minhas perspectivas relativamente a tudo.” E termina a Gabriela (Chama) dizendo que “sem dúvida, quem vai a Taizé não regressa indiferente!”

Uma semana em Taizé vive-se sempre ao ritmo da Semana Santa. E se os primeiros dias podem ser considerados normais – para alguns são mesmo os dias de “habituação”, enquanto “não cai a ficha” -, a partir de quinta-feira a canção muda de ritmo. Neste dia, durante a oração noturna, o irmão Alois dirige-se àqueles que participam naquele encontro semanal e as suas palavras são transmitidas em várias línguas dispersas pelos vários pontos da igreja, numa cacofonia que não deixa de nos recordar que Taizé é para todos. Sexta-feira vive-se de forma íntima a Paixão de Jesus, com a chamada Adoração da Cruz e sábado, por meio de velas e através da exposição do ícone da Ressurreição bem no centro do espaço de oração, celebra-se o triunfo de Cristo sobre a Morte. Para muitos, esse é o último momento de fulgor e de alegria antes da partida, que normalmente acontece entre o final da manhã e o início da tarde de domingo; para outros, o estado de nostalgia é ainda mais precoce. Mas normalmente todos participam na Eucaristia de domingo, de matriz marcadamente católica, mas com traços das outras confissões cristãs.

É depois desta celebração maior que os grupos normalmente carregam as bagagens – não hajam dúvidas; é a do coração que mais pesa, com emoções que dificilmente se exprimem por meio dos muitos abraços e lágrimas – e iniciam a jornada de volta aos seus países! Taizé, essa, ficou para trás, mas a experiência ali vivida vai acompanhar para sempre estes jovens!

(inf: SDPJ)