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Castelo de Paiva – Penafiel: Visita Pastoral decorrerá de janeiro a junho


A Visita Pastoral do bispo do Porto, D. Manuel Linda, à Vigararia de Castelo de Paiva – Penafiel foi apresentada no passado dia 3 de janeiro. Presentes D. Armando Domingues, bispo auxiliar que acompanha aquela Vigararia e o Vigário padre Filipe Silva, pároco de Rio de Moinhos. Bairros, Fornos, Paraíso e Real serão as primeiras paróquias a serem visitadas a partir de 13 de janeiro. Publicamos aqui um texto que foi enviado à VP sublinhando a intensa preparação que tem vindo a ser desenvolvida para acolher esta Visita Pastoral.

Tendo em vista a visita pastoral que se inicia neste mês de janeiro, a Vigararia de Castelo de Paiva – Penafiel, por sugestão do jovem conselho pastoral vicarial, considerou oportuno promover encontros que abrissem horizontes e despoletassem caminhos de renovação.

Depois do impulso dado por D. Armando Domingues que nos apontou os desafios do Papa Francisco à Igreja, na sexta-feira, 13 de dezembro, tivemos a felicidade de receber do Padre Tiago Freitas o incentivo a fazer caminho para uma organização paroquial mais ao jeito colegial.

De um modo claro e próximo, o conferencista do presbitério de Braga expôs à assembleia de servidores das várias paróquias da vigararia algumas ideias fundamentais da sua tese de doutoramento defendida na Pontifícia Universidade Lateranense e publicada na Paulinas Editora sob o título “Colégio de Paróquias. A paróquia em tempos de mobilidade”.

Partindo da observação da crise que a paróquia atravessa, em consequência da rutura na transmissão da fé e dos valores cristãos, juntamente com a perda da sua identidade tradicional (a paróquia com fronteiras limitadas, pároco residente e pastoral centrada nos sacramentos), tratou o orador de sugerir avanços no inevitável caminho de agregação de paróquias. Sendo óbvia a diminuição do clero, a formação de unidades pastorais são o repto da nossa hora, sendo necessário ir mais além dos encontros interparoquiais.

Requer-se de facto uma mudança de mentalidade e de conversão de padres e leigos, pois não será possível manter, nem sequer a curto prazo, a organização paroquial que conhecemos. Teremos todos de corrigir o “défice de fraternidade” e passar da dimensão do “nosso” (“a nossa paróquia”, “a nossa igreja”, “o nosso padre”, “a nossa Missa”) à dimensão do Reino. Haveremos de constituir conselhos pastorais e conselhos económicos que abranjam várias paróquias e sejam concretização de uma Igreja de verdadeira comunhão e efetiva partilha.

Por forma a passarmos de uma pastoral que apenas oferece sacramentos a uma pastoral que ajude a tornar vida o Evangelho, há que investir na pastoral do acolhimento, com disponibilidade para escutar e acompanhar, e em modalidades que façam nascer e crescer a fé no contexto de pequenos grupos, numa lógica de iniciação cristã. Pois, como afirmou Bento XVI “a fé não deve ser pressuposta, mas proposta”.

Neste caminho de renovação, os cristãos leigos hão de ser mais reconhecidos e implicados. É preciso não ter medo de lhes confiar tarefas vitais para a Igreja, na forma de ministérios estáveis, delegados pelo Bispo, começando por prover formação adequada.

Foi, sem dúvida, um serão de boa sementeira, desafiante e impulsionador. Não obstante as dificuldades sempre fáceis de apontar, não é hora de resignação muito menos de demissão. Convém não esquecer que o Espírito Santo conduz a Igreja e nos inspira sempre novos rumos. Ousemos, portanto! Estamos gratos ao Padre Tiago pelo seu estudo e pela partilha que fez connosco. Deus nos ajude a dar vida às palavras.

(inf: Vigararia de Castelo de Paiva – Penafiel)