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Aleluia! O Senhor é a nossa alegria!

 

A palavra Aleluia é a que mais se relaciona com a Páscoa. Até falamos em cantar “os aleluias pascais”. Trata-se de uma onomatopeia, ou seja, uma transcrição de determinados sons. Neste caso, um específico sinal de festa e de grande alegria que os povos semitas –especialmente as senhoras- manifestam com uns estalitos da língua semelhantes ao som que ouvimos quando se pronuncia a palavra Aleluia.

Ao adotarmos essa palavra exclusivamente para o momento festivo da Páscoa -repare-se que nem no Natal usamos a palavra Aleluia - professamos que, ao nível da fé, este é o momento mais alto de felicidade, um acontecimento tão determinante que não cabe apenas no nosso interior, mas que nos obriga a sair ao encontro dos outros e com eles festejar. As tradicionais manifestações de alegria pascal –sinos a tocar, foguetes a estalejar, comidas mais ricas, roupas novas, tapetes de flores nas ruas, ornamentação da casa, ramos de alecrim, acolhimento dos vizinhos e amigos e, fundamentalmente, a visita e o beijo da cruz florida- encontram aqui a sua razão e motivo.

Não obstante, mesmo entre quem tem fé e prática religiosa, ainda encontramos quem viva a Páscoa sem entusiasmo nem contentamento. Como um dia disse o Papa Francisco, numa daquelas suas frases sintéticas que se colam imediatamente à nossa memória, “há cristãos que parecem viver uma quaresma sem Páscoa”. Cristãos para quem tudo é tristonho, sem esperança, sem alegria, sem transformação, cristãos para quem a vida se torna árida, dolorosa, insuportável, sem sentido, só a pensar no sofrimento e na dor como se isso fosse o fim. Não, não é! A meta é a alegria pascal.

O cristão ou é peregrino da alegria ou nem sequer é cristão. Experimenta o mal e a dor. Mas tudo faz para os transformar em algo de diferente. Como Jesus que passou da paixão e morte à glória da ressurreição. Para isso, o cristão e todo o homem e mulher de boa vontade esforçam-se por «organizar a esperança». Isto é, fazer com que as coisas se transformem. Não espera automatismos sem sábia intervenção humana, mas trabalha para alcançar novas realidades que correspondam às suas ânsias e às da inteira humanidade. Por exemplo, não fica indiferente à guerra e destruição que grassam pelo mundo, mas empenha-se em retirar do seu coração e do daqueles com quem convive a animosidade e a vontade de retaliação e de vingança que se podem transformar em guerra aberta. Ou, então, não permanece eternamente a contemplar a pobreza dos vizinhos, ainda que com dor, mas põe-se a caminho para os ajudar a levantarem-se da prostração em que vivem. Cria-lhes condições para a sua promoção.

Estimados diocesanos do Porto, a nossa esperança tem um nome: Jesus Ressuscitado. O Senhor da Páscoa! Com o compromisso do Sínodo Diocesano em marcha, todos nós somos chamados a ser, no nosso mundo, sinais vivos de uma esperança que não desilude e faróis da alegria, um «Porto» de abrigo, onde as pessoas se sintam acolhidas na comunhão e na escuta. Onde as pessoas encontrem razões de viver na felicidade e em Páscoa contínua. É o que a todos desejo.

Aleluia, aleluia! Uma Santa e Feliz Páscoa para si e sua família!

 

+ Manuel Linda