Na Festa da Apresentação do Senhor que é também o Dia Mundial da Vida Consagrada, D. Manuel Linda lembrou “o amor silencioso e ternurento” de S. José “que deve ser o que distingue o religioso e a religiosa”.
Na Festa da Apresentação do Senhor celebrada a 2 de fevereiro, que foi também o 30ª Dia Mundial da Vida Consagrada, D. Manuel Linda presidiu a uma Eucaristia na Catedral do Porto.
Numa Missa que contou com a especial colaboração e animação do Secretariado Regional do Porto da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) e a participação de tantos religiosos e religiosas, o bispo do Porto afirmou que na vida dos consagrados e consagradas o centro de gravidade não deve estar nos interesses de cada um, mas em Deus.
“O centro de gravidade não deve estar em nós, mas em Deus”, disse D. Manuel Linda recordando que Jesus ao entrar no Templo no dia da sua Apresentação “quer com este gesto deixar-se entregar”. “Uma primeira entrega ao Pai para salvação do mundo. Nesta entrada no Templo o centro de gravidade é o Pai”, afirmou. “Tal como os religiosos que devem ter o centro de gravidade em Deus e não em si”, frisou.
Destaque na homilia do bispo do Porto para personagens da passagem do Evangelho de Lucas na liturgia daquele dia. Desde logo, “S. José que não fala”, mas apresenta “o amor silencioso e ternurento, que deve ser o que distingue o religioso e a religiosa”, assinalou D. Manuel Linda.
“No velho Simeão vemos a fé forte que constantemente espera a revelação do Messias” e ainda “Ana a profetiza, símbolo de uma fidelidade continuada no tempo”, apontou.
O bispo do Porto destacou “Maria de Nazaré que leva o Menino”. “É a mulher da disponibilidade que oferece o primogénito a Deus”, salientou.
Na sua reflexão, D. Manuel Linda deu relevo a dois símbolos: o Templo de Jerusalém “centro das ofertas” e “daquilo que é oferecido a Deus” e ainda “a luz” que simboliza “a escolha incondicional”. “O religioso procura ser uma luz para o nosso mundo”, afirmou o bispo do Porto lembrando as velas que foram acesas no início da celebração.
Recordemos que, tal como pediu a CIRP Porto, nesta celebração cada Congregação ou Instituto Religioso levou uma candeia com luz em representação da sua comunidade. “É a luz de Cristo presente na nossa vida”, disse D. Manuel Linda.
Celebrada 40 dias após o Natal a Festa da Apresentação do Senhor é a festa de Cristo “luz dos povos” e do encontro do Messias com o seu povo.