“Tal como Cristo, também a Igreja sinodal experimenta momentos de provação e conflito, de dúvidas e obscuridade. Mas, guiada pelo Espírito do Ressuscitado, supera-os na comunhão da mesma fé, na unidade de sentimentos, na escuta fraterna e no discernimento comunitário”, afirmou D. Manuel Linda.
Na Celebração da Paixão do Senhor, no dia 3 de abril, Sexta-Feira Santa, na catedral do Porto, D. Manuel Linda assinalou que a Igreja “experimenta momentos de provação e conflito”, que se superam deixando-se guiar pelo Espírito do Ressuscitado, na escuta fraterna e discernimento.
“Tal como Cristo, também a Igreja sinodal experimenta momentos de provação e conflito, de dúvidas e obscuridade. Mas, guiada pelo Espírito do Ressuscitado, supera-os na comunhão da mesma fé, na unidade de sentimentos, na escuta fraterna e no discernimento comunitário”, afirmou D. Manuel Linda.
Na sua homilia, o bispo do Porto sublinhou o valor da sinodalidade como sendo uma força capaz de ajudar a partilhar pesos, suportar fardos, a cruz de cada pessoa. E explicou: “a cruz da falta de uma meta e de fé e esperança para a atingir; e o fardo do serviço à Igreja enquanto tal, por vezes tão carente de ministros que a sirvam, de carismas que coloquem os seus dons a render para a vitalidade eclesial e de fiéis que se comprometam efetivamente nos ministérios e serviços com os quais se constrói o bem comum”.
Para D. Manuel Linda é necessária mais colaboração na Igreja, para que os cristãos juntos, possam aliviar os sofrimentos e levar a salvação a todo o mundo, através da vivência da sinodalidade. Para que se conforme ao seu Senhor morto, mas ressuscitado.
“Precisamos de mais colaboração e que todos os que têm fé vivam a Igreja como sua, a defendam e a alarguem. Então, viver a sinodalidade significa carregar, juntos, em união com o Cordeiro de Deus, o peso do pecado do mundo, aliviar os sofrimentos do presente e, em corpo organizado, juntar forças para levar a salvação a todo o mundo. É desta maneira que a Igreja se conforma ao seu Senhor, o ‘homem do sofrimento’ e morto, mas ressuscitado e glorioso”, disse D. Manuel Linda.
O bispo do Porto recordou que este ano será lançado o Sínodo para que os diocesanos caminhem juntos com docilidade ao Espírito Santo, na escuta, participação e compromisso.
“Irmãs e irmãos, esta sexta-feira santa, vivida em ano do lançamento do Sínodo da Igreja do Porto, nos ajude no dom de nós mesmos a Deus, tal como Jesus se doou totalmente em nosso favor, e nos fortaleça numa comunhão indestrutível de uns com os outros, sob o seu modelo supremo do amor de Cristo. Caminhar juntos exige docilidade ao Espírito de Cristo, escuta mútua e vontade de ser incentivado à participação e ao compromisso”, disse D. Manuel Linda
“Redimidos pela cruz do Senhor, não o neguemos”, frisou D. Manuel Linda na conclusão da sua homilia.