Na celebração pela Unidade dos Cristãos na Catedral do Porto, o bispo da Comunhão Anglicana, D. Jorge Pina Cabral, sublinhou a necessidade da “valorização do papel dos jovens e a sua integração na sociedade, a promoção da mulher e a defesa das vítimas de violência doméstica”. Destacou a importância da “Carta Ecuménica 2025” como declaração de paz, justiça e liberdade.
“É com muita alegria que hoje faço esta homilia na Sé Catedral do Porto”, foi com estas palavras que D. Jorge Pina Cabral, iniciou a sua homilia no momento de oração organizado pela Comissão Ecuménica do Porto por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (18-25 janeiro). Uma celebração que teve lugar na Catedral do Porto na noite de 21 de janeiro.
A Comissão Ecuménica do Porto é constituída pela Igreja Católica, Igreja Lusitana de Comunhão Anglicana, Igreja Anglicana, Igreja Metodista, Igreja Evangélica Luterana Alemã do Porto, Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Moscovo e Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Constantinopla.
Na sua homilia, D. Jorge Pina Cabral, bispo da Comunhão Anglicana, assinalou que Cristo “é enviado ao mundo com a missão de fazer brilhar a Luz de Deus neste mundo conturbado e levar-nos a uma comunhão amorosa, uns com os outros e todos com Deus”.
“A nossa responsabilidade, pois, enquanto cristãos, homens e mulheres, que recebemos a Luz de Cristo, aquando do nosso batismo comum, é a de assumirmos a chama divina que está em nós e desse modo iluminarmos o mundo com esta luz que recebemos como dom da fé. Assumirmos a luz que está em nós, o nosso batismo, para providenciarmos esperança e sentido à vida de outros”, declarou D. Jorge Pina Cabral.
O bispo da Comunhão Anglicana recordou a “Carta Ecuménica” que no dia 20 de janeiro “foi publicamente assumida e apresentada pelo Conselho Português de Igrejas Cristãs e a Conferência Episcopal Portuguesa”.
“A Carta Ecuménica chama-nos a trabalhar em prol de uma sociedade humana e socialmente consciente, na qual prevaleçam os direitos humanos e os valores fundamentais da paz, da justiça, da liberdade, da tolerância, da participação e da solidariedade e chama-nos também a desenvolver uma nova cultura de intervenção por parte das Igrejas e dos cristãos, chamados a intervir publica e profeticamente, nas questões que tocam diretamente a vida das pessoas e dos povos e a aliar ao discurso, um agir consequente sustentado nos valores do Evangelho de Jesus Cristo”, afirmou D. Jorge Pina Cabral.
E acrescentou: “No atual contexto da sociedade portuguesa na qual as nossas Igrejas se inserem e da qual fazem parte, assume particular importância a defesa da dignidade humana e a proteção dos migrantes, a promoção da liberdade de expressão – a recusa de discursos de ódio e o evitar da polarização, a valorização do papel dos jovens e a sua integração na sociedade, a promoção da mulher e a defesa das vítimas de violência doméstica, o cuidado pela Criação de Deus e a reflorestação das áreas ardidas e a promoção do diálogo inter-religioso enquanto fator de integração das minorias religiosas no nosso país”.
A Carta Ecuménica para a Europa foi assinada em Roma a 5 de novembro de 2025 pela Conferência das Igrejas Europeias (CEC) e o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).