No final da Procissão da Luz, D. Manuel Linda destacou atitudes de Maria de Nazaré que espelham a dinâmica sinodal.
Cerca de mil pessoas acompanharam e viveram intensamente a Procissão da Luz na cidade da Virgem. Esta iniciativa das paróquias e igrejas do Porto, que conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, encheu de esperança a cidade invicta na noite de domingo 31 de maio. Foi presidida por D. Manuel Linda, bispo do Porto.
No final da Procissão, no adro da Igreja da Trindade, D. Manuel Linda dirigiu algumas palavras aos fiéis. Assinalou que “a devoção a Maria e sinodalidade estão profundamente ligadas” e apresentou algumas ideias sobre este tema.
Desde logo, lembrou que o Concílio Vaticano II definiu Maria como “modelo da Igreja” e que no Pentecostes ela estava reunida com os Apóstolos “em contexto de oração, esperando o Espírito Santo que lhes daria força, luz e sabedoria para pregarem o Salvador até aos confins do mundo”. “É isto, também, o que se pede no Sínodo”, disse D. Manuel Linda.
O bispo do Porto referiu atitudes de Maria, como “a escuta, o diálogo, o discernimento e o serviço”. “Maria é o exemplo da escuta ativa. Ao acolher a Palavra de Deus e ao guardá-la no seu coração, ensina a Igreja a discernir os sinais dos tempos e a procurar a vontade de Deus não sozinha, mas em comunhão”.
D. Manuel Linda assinalou ainda que “Nossa Senhora como que nos obriga a uma chamada de atenção sobre o Papel da Mulher na Igreja” e de “compreensão e valorização do contributo feminino para a Igreja”. Declarou que Maria “nunca foi apóstola ou sacerdotiza”, mas, “o seu papel na Igreja nascente foi o mais determinante e o mais valioso”.
Esta Procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima começou na Igreja da Trindade, tendo passado pelas ruas de Fernandes Tomás, Santa Catarina, Passos Manuel, Praça D. João I, Rua Dr. Magalhães Lemos, Avenida dos Aliados, terminando, de novo, na Igreja da Trindade.