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Bispo do Porto: “dia de Ramos e da Paixão já nos encaminha para o Sínodo”


“A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, por natureza, já é uma caminhada sinodal porque não se trata de um mero passeio, mas da expressão de profundas raízes de fé e espiritualidade, uma antevisão do que é ser Igreja na identificação com Cristo Salvador”, disse D. Manuel Linda na Missa de domingo de Ramos.

 

A memória da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém é o momento do início de cada Semana Santa. “O entusiasmo era tão grande que fizeram o que se faz a um rei: um tapete de verduras e colocar as capas no chão para que Jesus passasse em cima delas”, assinalou D. Manuel Linda na Eucaristia na catedral do Porto.

 

No domingo de Ramos, 29 de março, o bispo do Porto afirmou que esta caminhada de Jesus em triunfo na cidade santa já é uma caminhada sinodal e lembrou o Sínodo Diocesano dizendo que “dia de Ramos e da Paixão já nos encaminha para o Sínodo”.

 

“Este dia de Ramos e da Paixão já nos encaminha para o Sínodo. Como sabemos, Sínodo quer dizer ‘caminhada em conjunto’. A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, por natureza, já é uma caminhada sinodal porque não se trata de um mero passeio, mas da expressão de profundas raízes de fé e espiritualidade, uma antevisão do que é ser Igreja na identificação com Cristo Salvador.”, disse D. Manuel Linda.

 

O bispo do Porto revelou ainda que será no dia de Pentecostes a abertura oficial do Sínodo Diocesano. Nesse mesmo dia será conhecido o seu calendário.

 

“A nossa Diocese do Porto entrou em Sínodo. No dia de Pentecostes faremos a sua abertura oficial e anunciar-se-á o calendário”, declarou.

 

Salientou ainda contar “com a cooperação de todos”, em particular, dos jovens “sempre tão entusiasmados com as grandes causas do Evangelho e da fraternidade”, assinalou. “Precisamos muito de vós”, afirmou.

 

Na sua homilia, D. Manuel Linda reconheceu que, tal como revela o texto sagrado, “a relação com Cristo divide”, algo que acontece hoje tal como no passado. A humanidade divide-se entre os que aderem a Jesus e os que lhe são opositores.

 

“No passado e no presente. A humanidade continua dividida entre os opositores declarados a Jesus, os muitos indiferentes e os que aderimos à sua Pessoa e mensagem”, disse D. Manuel Linda.

 

Para o bispo do Porto, estas diferentes atitudes demonstram “que a união de todos à volta de Cristo, fazer d’Ele o centro da humanidade, o polo aglutinador, ainda está muito longe”.

 

Por isso, D. Manuel Linda, assinalou na sua reflexão a necessidade de que os que invocam o nome de Jesus expressem “a alegria da cooperação, a vivência da fraternidade eclesial e o serviço da caridade na Igreja”.