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Bispo do Porto exortou os estudantes a imitarem Jesus não só “nas palavras”, mas “sobretudo nas obras”


“Ser cristão é imitar Jesus nas palavras, sim, mas sobretudo nas obras. É perdoar quando custa. É cuidar de quem sofre. É defender quem não tem voz. É partilhar o que se tem. É escolher a justiça. É viver, tratando o outro como gostaríamos que nos tratassem a nós. É ter empatia”, disse D. Manuel Linda na Missa da Bênção das Pastas.

 

Na Missa da Bênção das Pastas, D. Manuel Linda exortou os estudantes universitários do Porto a imitarem Jesus. Deixou claro que essa imitação implica vida vivida e entregue. Implica a conjugação de verbos como cuidar, partilhar e perdoar. E ter empatia. Ser cristão “não se resume a ritos, costumes ou tradições”, é preciso palavras e obras.

 

“Por isso, viver como cristão é muito mais do que ser simplesmente religioso. Não se resume a ritos, costumes ou tradições. Tudo isso é insuficiente se não houver Evangelho vivido. Ser cristão é imitar Jesus nas palavras, sim, mas sobretudo nas obras. É perdoar quando custa. É cuidar de quem sofre. É defender quem não tem voz. É partilhar o que se tem. É escolher a justiça. É viver, tratando o outro como gostaríamos que nos tratassem a nós. É ter empatia”, disse D. Manuel Linda.

 

No domingo 3 de maio a Avenida dos Aliados encheu-se para a Eucaristia com os finalistas universitários, suas famílias e amigos. D. Manuel Linda, recordando “os anos de estudo” e de “esforço”, mas também de cansaço, alegria e sonhos dos estudantes, sublinhou as palavras do Evangelho que apresentam Jesus como caminho, verdade e vida.

 

“Jesus não se apresenta como ponto de chegada, mas como caminho. A vida de cada um de vós não está acabada com a entrega de um diploma. Pelo contrário: está a começar de forma nova. E importa começar bem. Para que isso aconteça Jesus recorda-vos: não sigais caminhos que vos roubem a liberdade. Não aceiteis que pensem por vós, escolham por vós, vivam por vós. Deus criou-vos livres. Mas a liberdade não é fazer qualquer coisa; é escolher o bem, escolher o amor, escolher aquilo que vos torna mais humanos”, frisou D. Manuel Linda.

 

Para o bispo do Porto “ser livre é ter coragem de dizer não ao que destrói e sim ao que constrói. É não seguir rebanhos cegos. É saber discernir. Talvez o maior desejo de Jesus para cada finalista, hoje, seja este: não tenhas medo do caminho. Mesmo quando não vires tudo claro, dá o primeiro passo. Deus acompanha sempre quem caminha”, declarou.

 

Na sua homilia, D. Manuel Linda alertou para os “tempos estranhos” que vivemos: “muitas fake news, tempos de lideranças com desvios graves”, assinalou.

 

Anunciou que Jesus é a verdade, esclarecendo que “a verdade cristã não é uma arma para ferir os outros, nem uma bandeira para excluir, nem um peso para oprimir”.

 

“A verdade de Jesus é a coerência entre as palavras e a vida. É autenticidade. É transparência. É fidelidade ao amor. Por isso, um cristão não é alguém que fala muito de Deus, mas vive de modo contrário ao Evangelho. Um cristão é alguém cuja vida deixa transparecer Cristo”, destacou D. Manuel Linda.

 

No final da sua reflexão, o bispo do Porto aproveitou o facto de naquele domingo ser o Dia da Mãe para saudar e agradecer todas as mães.

 

“Neste Dia da Mãe, olho para tantas mães aqui presentes. Quantos caminhos começaram pelas vossas mãos dadas aos vossos filhos! Quantas verdades ensinadas no silêncio do exemplo! Quanta vida oferecida sem aplausos, em noites sem dormir, em preocupações escondidas, em sacrifícios discretos, em amor fiel! A todas as mães aqui presentes, a nossa gratidão. E às mães que já partiram para o Céu, confiamos hoje uma prece cheia de ternura. O amor verdadeiro não morre. Continua em Deus”, disse D. Manuel Linda na conclusão da sua homilia.