Anúncio foi feito na conclusão do Jubileu e deseja uma “efetiva implementação da sinodalidade”. “Capazes de escutar o Espírito Santo, prontos a partilhar as nossas reflexões, a dialogar e a discernir sobre os caminhos que queremos percorrer juntos”, sublinhou D. Manuel Linda.
Foi na celebração de conclusão do Jubileu de 2025, no domingo 28 dezembro, na Festa da Sagrada Família, que o bispo do Porto anunciou solenemente a convocação de um Sínodo Diocesano.
“Após consulta a todos os organismos de participação, nesta igreja mãe da nossa Diocese, no encerramento do Jubileu da Esperança, no dia da Sagrada Família de Nazaré, no contexto da Solenidade da Incarnação e do início de um novo ano civil, é com alegria e imensa esperança que faço este anúncio e convoco um Sínodo Diocesano”, declarou D. Manuel Linda.
O anúncio solene de um Sínodo na diocese do Porto foi recebido com um grande aplauso dos fiéis que enchiam a catedral do Porto.
“Convido todos a colocarmos nas nossas orações esta intenção, para que sejamos discípulos atentos e disponíveis no seguimento do Senhor da Messe, capazes de escutar o Espírito Santo, prontos a partilhar as nossas reflexões, a dialogar e a discernir sobre os caminhos que queremos percorrer juntos”, afirmou D. Manuel Linda.
E acrescentou: “Não queremos colocar barreiras ao sopro do Espírito. Ampliando a escuta mútua, acataremos a novidade da voz do Espírito Santo para o tempo de hoje. Apuraremos o conhecimento da nossa realidade eclesial, social e cultural onde a fé tem de fomentar e fermentar valores. Seremos Igreja mais interligada e comprometida entre todo o Povo de Deus que é sujeito e ator. Teremos presente a sociedade civil, nos seus vários âmbitos, e interligaremos forças para fermentar as suas instituições com os valores e os critérios do Evangelho”.
O bispo do Porto começou a sua homilia salientando que no Ano Santo de 2025 “foi muito rica a experiência da esperança e da fé, da graça e da misericórdia”.
“Vivemos uma experiência celebrada e sentida com grande intensidade e profundidade em toda a Diocese: nos organismos centrais, sectoriais, vicariais e paroquiais. Deus seja louvado!”, afirmou.
Assinalou que do “ano jubilar, fica-nos uma fé reavivada, um coração renovado pelo perdão e reconciliação, um compromisso reforçado diante da caridade e da justiça”.
“Por tudo, por tanto, por todos, sejamos gratos a quem organizou iniciativas/peregrinações/ /caminhadas/celebrações, a quem seguiu connosco e partilhou vidas, esperanças e sonhos, a quem ousou avançar e testemunhar”, afirmou.
Para o bispo do Porto a convocação de um Sínodo Diocesano é a melhor forma de dar continuidade à “Esperança” que foi tema do Jubileu.
“Pareceu-me que a convocação de um Sínodo para a efetiva implementação da sinodalidade seria a melhor forma de «capitalizar» esta esperança em ordem ao sempre necessário rejuvenescimento espiritual da nossa Diocese”, disse D. Manuel Linda assinalando que “a Igreja do Porto já vive intensamente práticas de sinodalidade”, mas “precisam de crescer em extensão e profundidade, atingindo toda a vida e dinâmica da nossa Igreja. Para mais, conforme calendário da Igreja Mundial, é esta a palavra de ordem até 2028”, frisou o bispo do Porto.
“A partir de hoje, o Sínodo fica em marcha”, apontou D. Manuel Linda.
O bispo do Porto concluiu a sua homilia com uma intenção especial: “Que o Sínodo, convocado em tempo de desafeição religiosa, nos conceda um novo impulso de adesão e vivência da fé no Senhor Jesus Cristo, para alegria e salvação de todos. Confio-o à misericórdia do Senhor Jesus, por intercessão da Virgem Santa Maria e de São José”.