No passado dia 11, o Dia Mundial do Doente foi celebrado na Diocese do Porto, na Casa Diocesana de Vilar, reunindo responsáveis pastorais, profissionais de saúde e fiéis, num programa marcado pela arte, reflexão e compromisso pastoral. Participaram cerca de 100 pessoas presencialmente, às quais se juntaram mais 49 através de transmissão virtual.
A mensagem de abertura, esteve a cargo da diretora do Secretariado Diocesano da Pastoral da Saúde, Dra. Maria do Rosário Rodrigues. Na sua intervenção, sublinhou que, num tempo marcado pela pressa, pela indiferença e pela cultura do descartável, é urgente reaprender a parar, olhar e cuidar. Destacou que a verdadeira resposta cristã ao sofrimento passa pela proximidade concreta, pela escuta e pela inclusão, dando especial relevo ao testemunho de integração vivido no Agrupamento de Escolas de São Pedro da Cova, da Vigararia de Gondomar, cujos alunos protagonizaram um momento artístico carregado de simbolismo e esperança.
A celebração prosseguiu com a conferência de D. António Couto que refletiu sobre “A esperança não engana e fortalece-nos nas tribulações”, alertando para o risco das falsas esperanças no acompanhamento de doentes. O prelado, no desenvolvimento do tema da esperança cristã como força que sustenta nas tribulações, destacou ainda que a vida eterna, como “Grande Esperança”, começa já no presente e dá sentido ao sofrimento.
Alertou para o risco da “morte da alma” quando falta sentido, fé e acompanhamento humano, e sublinhou que cuidar exige verdade, compaixão e presença, particularmente no acompanhamento de doentes terminais.
No encerramento deste evento, o bispo do Porto, D. Manuel Linda, agradeceu o trabalho desenvolvido ao longo de décadas pelo Secretariado da Pastoral da Saúde e apelou a uma Igreja cada vez mais humanizada e próxima dos frágeis. Destacou que cuidar é expressão concreta do Evangelho e incentivou a diocese a reforçar a humanização no cuidado aos doentes e a assumir, com responsabilidade e ternura, a missão de acompanhar quem sofre, tornando visível o rosto misericordioso da Igreja.