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Diáconos: “os contextos de exercício do ministério diaconal”


No passado dia 6 de maio, a Casa Diocesana de Vilar acolheu a Assembleia do Diaconado Permanente da Diocese do Porto, encontro que reuniu diáconos e párocos para uma reflexão sobre o tema: «Os contextos de exercício do ministério diaconal: refletindo sobre os “lugares de missão”». Os trabalhos tiveram como ponto de partida textos de referência sobre o diaconado, testemunhos provenientes de diversas geografias e contributos teológicos, nomeadamente de Alphonse Borras, permitindo uma leitura mais ampla, crítica e situada dos desafios atuais deste ministério.

 

A Assembleia iniciou-se com a celebração da Eucaristia, presidida por D. Manuel Linda, bispo do Porto. Na homilia, D. Manuel Linda convidou os diáconos a serem agentes “insubstituíveis” na renovação da Diocese, sublinhando que o ministério diaconal se concretiza na proximidade, na escuta e no serviço aos mais pobres e às famílias em dificuldade. Recordando a origem bíblica do “serviço às mesas”, apelou ainda a que sejam rosto da caridade e portadores de esperança nas comunidades, no caminho sinodal que a Diocese iniciará no próximo dia de Pentecostes.

 

A abertura da Assembleia esteve a cargo do Senhor Cónego Adélio Abreu, Delegado Episcopal para o Diaconado Permanente, que enquadrou o encontro num espírito de gratidão pela missão confiada aos diáconos e pela presença de D. Manuel Linda.

 

Referiu que estavam participantes 41 diáconos e 10 párocos, num universo de 95 diáconos que integram o Diaconado Permanente da Diocese do Porto, tendo esclarecido que os párocos presentes corresponderam ao convite e não a uma convocatória formal.

 

A reflexão da Assembleia teve por base o trabalho preparatório realizado a 14 de abril, por 19 diáconos, segundo o método da “conversação no Espírito”. A partir desse contributo, e com apoio em referências teológicas e pastorais sobre o diaconado, nomeadamente na reflexão de Alphonse Borras, foi sublinhada a necessidade de aprofundar a identidade própria deste ministério. Foi destacado que o diaconado tem uma missão própria na Igreja, centrada no anúncio do Evangelho, no serviço da caridade e na proximidade às comunidades, não devendo ser entendido apenas como apoio litúrgico, ajuda paroquial ou substituição dos presbíteros.

 

Os trabalhos prosseguiram com a apresentação dos resultados dos grupos preparatórios, que deram conta das principais reflexões e testemunhos recolhidos. No centro das intervenções esteve a necessidade de consolidar o diaconado permanente na Diocese do Porto, afirmando a sua identidade própria, não como mera ajuda aos párocos ou resposta funcional às necessidades pastorais, mas como ministério ordenado ao serviço da Palavra, da Liturgia e da Caridade.

 

Foi igualmente destacada a importância de clarificar a missão dos diáconos, reforçar a articulação com os párocos e valorizar a sua presença nas comunidades, nas novas fronteiras da missão e junto dos contextos humanos mais afastados da vida eclesial, em sintonia com o caminho sinodal da Diocese.

 

Nesse sentido, o diácono foi apresentado como “ponte entre o altar e a rua”, chamado a ligar a Eucaristia à vida concreta das pessoas através da escuta, da comunhão e da caridade. O ministério diaconal foi, assim, entendido como presença servidora da Igreja, chamada a aproximar, incluir e acompanhar, tornando visível a dimensão missionária e fraterna da comunidade cristã.

 

Após diversas intervenções e testemunhos, D. Manuel Linda encerrou a Assembleia, manifestando apreço pela seriedade e profundidade da reflexão realizada e valorizando o contributo dos diáconos permanentes na vida da Diocese, sublinhando que participam nos grandes acontecimentos diocesanos em “pé de igualdade” com os sacerdotes. Manifestou ainda abertura para acolher novas propostas de missão, incentivando-os a discernir âmbitos concretos onde possam exercer, de forma mais específica, a sua vocação de serviço.