Na noite da passada segunda-feira, 9 de fevereiro, reuniram, na Casa Episcopal, os diretores e membros de todos os secretariados diocesanos, convocados e presididos pelo Bispo Diocesano, Dom Manuel Linda. Participaram também os bispos auxiliares Dom Joaquim Dionísio e Dom Roberto Mariz.
O primeiro ponto da agenda previa uma auscultação sobre temas possível de reflexão pastoral para o próximo sínodo diocesano. Orientou esta partilha Dom Joaquim Dionísio, a quem o Bispo Diocesano pedira uma especial colaboração na preparação e celebração do próximo Sínodo Diocesano.
Mesmo se, partindo da perspetiva pastoral específica de cada Secretariado, as sugestões dos participantes convergiram na preocupação por uma Igreja mais missionária, focada no anúncio de Cristo e centrada na Eucaristia. Pretende-se um Porto (Diocese) que seja “porto e ponte de encontro”. A reposição da centralidade da Eucaristia dominical, mais bem compreendida e vivida, e a necessária renovação das linguagens da fé e dos percursos catequéticos foram referidas por vários participantes. O reforço do sentido de pertença e de participação dos fiéis leigos, na vida e missão da Igreja, na celebração e edificação das comunidades, nomeadamente pelo desenvolvimento de uma Igreja mais ministerial, foram apontados como questões de grande pertinência. Descobrir o lugar de cada um na construção da Igreja é um desafio transversal, quando se deseja uma Igreja, de participação e de comunhão. A atratividade das nossas celebrações e a importância da vida comunitária no crescimento pessoal da fé, requer hoje um esforço criativo, atento às sensibilidades daqueles com quem partilhar a riqueza e o tesouro da nossa fé: Cristo vivo. A formação, em perspetiva sinodal e missionária, foi apresentada como urgência, destacando-se, entretanto, a importância fundamental da Iniciação Cristã e da Catequese de adultos, atenta a novos e adaptados percursos, para quem se aproxima da Igreja e procura um caminho de aprofundamento da fé. A importância da proximidade e do acolhimento pastoral, da dimensão social e sociocaritativa da fé, a atenção às vozes e expressões da sociedade e da cultura, o cuidado dos mais frágeis, sem esquecer o acompanhamento na morte e no luto, foram outros tantos tópicos partilhados nesta fase de auscultação. Ponto referido foi ainda a necessária reconfiguração e reorganização das comunidades paroquiais, para uma resposta pastoral realista, em rede, mais alargada, que promova a valorização dos recursos humanos (fiéis leigos, clero e religiosos). Um levantamento sociológico da prática dominical e das expressões atuais das vivências da fé ou da sua rejeição, poderiam dar-nos uma base científica, para a leitura pastoral da nossa realidade social, cultural e religiosa, se queremos dar uma resposta adequada.
Num segundo ponto da agenda, os membros dos diversos secretariados partilharam as iniciativas pastorais já realizadas, em curso e projetadas para este ano pastoral, que aqui apenas resumimos telegraficamente: o Dia Mundial do Doente (11 de fevereiro) e do Cuidador (26 de abril), a expetativa da realização, no Porto, da 50.ª Peregrinação da Confiança (Taizé); a preparação de um “Seul in Douro” (2027); a celebração do Dia Diocesano da Família (31 de maio), do Dia Diocesano das Missões (17 de maio) e a continuação do percurso “sobre rodas” da “caravana vocacional” pela Diocese; a realização de uma Via Sacra com universitários (25 de março), o encontro com direções das IPSS (6 de março), o projeto catequético “Sicar” de 3 encontros intergeracionais e as Jornadas Catequéticas (em julho), a reformulação do trabalho com imigrantes. Para breve, a formação litúrgica para acólitos sobre o tríduo pascal (7/3) e, em 5 de outubro, o habitual Dia Diocesano do Acólito.
Dom Manuel Linda convocou a todos para um encontro com o atual Secretário Geral do Sínodo, Cardeal Greck, nos dias 28 e 29 de abril.
Esta «assembleia» decorreu num ambiente informal, à volta de uma mesa, onde não faltou um bom vinho do Porto e uns docinhos, para aquecer e adoçar a alma dos participantes. Dom Manuel Linda agradeceu o trabalho incansável dos Secretariados Diocesanos e o seu papel vital, na dinamização pastoral de uma Diocese, que se afirma e cresce, unida e em comunhão com o seu Bispo.