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“Ser Porto: formar, reformar, transformar”, bispo do Porto revelou título do Sínodo Diocesano


O Sínodo terá abertura solene no dia de Pentecostes, sendo, nessa ocasião, proposta a metodologia e calendário, confirmou D. Manuel Linda na Missa Crismal.

 

Em dia de Quinta-Feira Santa, 2 de abril, na Missa Crismal, D. Manuel Linda anunciou o tema do Sínodo Diocesano: “A nossa Diocese do Porto optou decididamente por um Sínodo diocesano. Terá este título ou mote: ‘Ser Porto: formar, reformar, transformar’”, revelou o bispo do Porto.

 

Confirmou ainda na Eucaristia, que o Sínodo terá abertura solene no dia de Pentecostes, sendo, nessa ocasião, proposta a metodologia e calendário.

 

“Se Deus quiser, no próximo dia de Pentecostes, será aberto solenemente, proposta a metodologia e linhas de força e apresentada a calendarização”, afirmou.

 

Segundo o bispo do Porto, para o êxito do Sínodo será determinante o empenho dos ministros ordenados, tendo-lhes pedido para serem dinamizadores de todos os leigos.

 

“O seu êxito ou fracasso dependerão, em parte determinante, do empenho dos ministros ordenados. Mas não duvido que todos daremos o mais generoso contributo. Como parte de uma Igreja concreta, cuja missão se faz em constante relação com os fiéis e as diversas vocações nela presentes, seremos motores, incentivadores, dinamizadores de todos os leigos e mesmo de outros homens e mulheres de boa vontade”, salientou D. Manuel Linda.

 

O bispo do Porto, na sua homilia, salientou a necessidade de ser promovida a participação de todos, numa igreja mais horizontal.

 

“É necessária, de facto, uma Igreja mais ‘horizontal’. Uma Igreja que não põe em causa a ‘hierarquia’, mas na qual o ministro é irmão entre os irmãos, apesar do seu papel específico de líder”, assinalou.

 

Numa celebração que encheu por completo a catedral do Porto, D. Manuel Linda agradeceu aos muitos sacerdotes e diáconos presentes serem eles quem edifica uma Igreja diocesana de luz e alegria.

 

“Obrigado porque, na força do Espírito, sois vós quem edifica uma Igreja diocesana de luz, alegria, vida em plenitude, fé e eternidade. Obrigado e parabéns!”, disse D. Manuel Linda.

 

O bispo do Porto assinalou existirem pessoas que fazem dos sacerdotes sofredores e mártires, mas frisou que com os sacerdotes está o povo simples e também o bispo do Porto.

 

“Quantos teimam em fazer de vós sofredores e mártires, excluídos e proscritos, ridículos e desprezados. Tende a certeza que o povo simples está convosco. E, com ele, também está o bispo!”, declarou.

 

Alertou, contudo, para a necessidade de conquistar a simpatia dos cristãos com cordialidade e não com rispidez e mau humor.

 

“Temos de saber conquistar a simpatia dos nossos cristãos. Esta não acontece na rispidez, na receção fria, na complicação do que é simples, no mau humor, etc. Pelo contrário, dá-se naquela cordialidade que cativa, na vontade de um serviço sempre mais humanizado, numa familiaridade que se vai construindo, no fazer do crente um corresponsável dos assuntos da Igreja”, frisou D. Manuel Linda.

 

Como habitualmente, o bispo do Porto recordou os sacerdotes e diáconos falecidos durante o último ano e aqueles que em 2026 celebram bodas sacerdotais de 25, 50, 60 e até 70 anos de serviço à Igreja:

 

“Seja-me permitido assinalar aqueles que passaram para a Igreja triunfante ou celebram datas assinaláveis. Assim, desde 17 de abril de 2025, faleceram os seguintes sacerdotes: Cón. Arnaldo Cardoso de Pinho (15/05/2025); Pe. José da Silva Dias (26/07/2025); Pe. António de Brito Peres (25/10/2025); Pe. Fernando Silvestre Rosas Magalhães (26/10/2025); Pe. Albino de Almeida Fernandes (28/10/2025); Pe. Augusto Guedes Pinto (24/01/2026); Pe. Joaquim Valente Martingo (17/02/2026) e Pe. Joaquim Marques Ferreira (26/02/2026). E os seguintes diáconos: Diác. Orlando Lopes da Rocha (21/07/2025); Diác. Lírio da Rocha Ferreira (23/12/2025) e Diác. Adão Vieira (13/03/2026). O Senhor lhes conceda a plenitude da Luz que já acenderam na terra no coração e na mente de tantos fiéis.

 

Para o serviço no ministério, graças a Deus, também tivemos novos «reforços». Foram ordenados Diáconos em ordem ao sacerdócio (08/12/2025): Isaias Higuera; João Nuno Marques Silva; José Manuel Silvares Máximo e Rui Filipe Ribeiro Soares. A eles há que acrescentar o Diác. Permanente António Armindo Gomes de Sousa. E os seguintes novos sacerdotes (13/07/2025): P. Emanuel João Macedo da Mata; P. José Manuel Ferrão Abrantes e P. José Moisés Ramirez Guerra.

 

Ao longo deste ano civil, celebrarão Bodas sacerdotais os seguintes bons servidores do Evangelho. Em Bodas de Prata, teremos (ordenação em 2001): Pe. Arlindo Rafael da Silva Teixeira; Pe. Augusto Manuel Miranda Carneiro da Silva; Pe. Carlos Armindo Oliveira Felgueiras; Pe. Davide Carlos de Carvalho Matamá; Cón. José Alfredo Ferreira da Costa; Pe. José Augusto Ribeiro Ferreira; Pe. José Pedro da Silva Azevedo e Pe. Nelson António Vieira Soares. Em Bodas de diamante (1966), temos S.E.R. D. António Maria Bessa Taipa e Mons. Agostinho Cesário Jardim Moreira. E assinalamos ainda os belos setenta anos de sacerdócio (1956) dos caríssimos Pe. Domingos Gomes de Almeida; Pe. Joaquim Rodrigues Vieira Cavadas e Mons. Cón. Sebastião Martins Luís Brás”.

 

O bispo do Porto concluiu a sua homilia pedindo a Deus ânimo para os sacerdotes e diáconos: “Que Deus permaneça convosco, vos abençoe, vos proteja e vos conceda força de ânimo para prosseguirdes nas vias do serviço e da dedicação apaixonada à tarefa da missão. E, por tudo, muito obrigado!”, declarou.

 

Na Missa Crismal, após a homilia, os concelebrantes renovaram as promessas sacerdotais, o bispo abençoou o óleo dos catecúmenos e enfermos e consagrou o do crisma. Óleos que serão usados tanto na administração dos sacramentos do Batismo e da Confirmação como nas ordenações ou na consagração de uma igreja.