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Coro para a Missa dos dias da Diocese


Por Secretariado Diocesano da Liturgia com Serviço Diocesano de Música Litúrgica e o Comité Organizador Diocesano da JMJ

No sábado passado, pelas 10 horas, na Casa Diocesana de Vilar, reuniram-se responsáveis dos coros paroquiais da Diocese, convocados pelo Serviço Diocesano de Música Litúrgica e pelo COD (Comité Organizador Diocesano para a Jornada Mundial da Juventude), de forma a apresentar o projeto para a Missa dos dias da Diocese a 29 de Julho.

Foi apresentado o guião do reportório para o grande coro que estará disponível nas páginas do SDL e do COD. 

O grande coro será constituído por 400 pessoas, 100 elementos de cada região pastoral. Para participar no coro será lançado no dia 25 de abril um formulário on-line, a partir do site do SDL, em que as pessoas se poderão inscrever e serão apenas admitidas ao coro as primeiras inscrições para cada naipe (30 sopranos, 30 altos, 20 tenores e 20 baixos), segundo cada região pastoral.

Os ensaios decorrerão nos dias 19 de maio, 2 e 16 de junho, em simultâneo, nas quatro regiões pastorais (Convento de Avessadas, Convento de S. José – S. Tirso, igreja da Lapa – Porto, Centro Pastoral de São João da Madeira). No dia 30 de junho juntar-se-ão as 400 vozes em Castelões de Cepeda (Paredes ). Por fim, na véspera da Celebração, já no local far-se-á o ensaio geral com presença da Banda do Exército.

 

Juventude e canto combinam bem! «Erguer a voz e cantar é força de quem é novo» – cantava-se, com toda a verdade. Ou não fosse o canto manifestação genuína da alegria e do amor. Dizia Santo Agostinho que cantar é próprio de quem ama, de quem se apaixona. Portanto, de quem é jovem.

Os maiores «consumidores» de música são, sem dúvida os jovens. Basta observar quem são os principais frequentadores dos grandes festivais de música de todos os géneros. Mas não apenas nos grande eventos. Também no dia a dia, através dos seus «smartphones», sintonizando poderosas redes da INTERNET, descarregando para dispositivos de memória os produtos musicais mais variados ou recorrendo ao «streaming» ou aos podcasts, sem pôr de lado meios mais tradicionais como a rádio e o disco, os jovens são os principais consumidores de música. E não ignoramos o poder condicionador de gostos e até manipulador de sensibilidades do gigantesco mercado da música de consumo.

Mas os jovens não podem aceitar que os reduzam a objeto, consumidor acrítico da música comercial ou de moda que circula nos ambientes que frequentam e que ajudam a forjar a própria identidade dos grupos em que se filiam. E, de facto, muitos não se conformam. Com a generalização e melhoria do ensino de música – e quanto caminho há ainda a percorrer! –, observamos que muitos sentem a necessidade de não ser apenas recetores mas também emissores. E vemo-los a aprender a técnica dos instrumentos e «erguer a voz e cantar». E «cantando a mesma canção» acendem-se entusiasmos e enraízam-se ideais.

No âmbito dos nossos grupos cristãos, para além da inevitável (?) submissão à ditadura do mercado e do consumo dos produtos musicais mais em voga, há a prática da música de mensagem que não pode faltar nos encontros de formação e de convívio. Mas também se faz sentir a necessidade de uma música mais capaz para manifestar o assombro e enlevo perante a maravilha da Páscoa sempre jovem de Jesus Cristo. É a vocação da música litúrgica que requer cantores e não apenas ouvintes, participantes e não só assistentes. Essa música deverá superar os particularismos de grupos para ser o canto do Povo de Deus, com a poesia da Bíblia e da Liturgia mas sem deixar de ir ao encontro das alegrias e das esperanças, das tristezas e das angústias dos homens e mulheres de hoje: também dos jovens do terceiro milénio.

Que a JMJ seja ocasião para que se eleve e nos enlevo um canto novo: nos vários momentos, modalidades e tipologias. Nos encontros de convívio, de formação e oração. E também, com identidade e verdade, nas celebrações litúrgicas – música litúrgica – que serão o momento culminante desta experiência de Igreja em que os jovens estão convidados a ser não apenas destinatários e consumidores mas protagonistas.